Lição 9 A MORTE DE JESUS

REVISTA DISCIPULANDO CPAD - 1º CICLO - CONHECENDO JESUS E O REINO DE DEUS
TEXTO BÍBLICO BASE
Marcos 15.33-40
33 – E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre
toda a terra até à hora nona
34 – E, à hora nona, Jesus exclamou com grande
voz, dizendo: Eloí, Eloí, lemá sabactâni? Isso,
traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me
desamparaste?
35 – E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso,
diziam: Bs que chama por Elias.
36 -E um deles correu a embeber uma esponja em
vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber,
dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo.
37 – E Jesus, dando um grande brado, expirou.
38 -Eovéudotemploserasgouemdois,dealto
a baixo.
39 – E o centurião que estava defronte dele, vendo
que assim clamando expirara, disse: Verdadei­
ramente, este homem era o Filho de Deus.
40 – E também ali estavam algumas mulheres,
olhando de longe, entre as quais também Maria
Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e
de José, e Salomé,
MEDITAÇÃO
“E eu, quando for levantado da terra, to­
dos atrairei a mim. E dizia isso significando de
que morte havia de morrer. Respondeu-lhe a
multidão: Nós temos ouvido da lei que o Cristo
permanece para sempre, e como dizes tu que
convém que o Filho do Homem seja levantado?
Quem é esse Filho do Homem?”
(Jo 12.32-34).
REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
► SEGUNDA – Deuteronômio 18.15-19
► TERÇA – Isaías 53.1-12
► QUARTA – Lucas 2.34,35
► QUINTA-João 12.20-36
► SEXTA – 1 Corintios 1.18
► SÁBADO-Efésios 2.11-22
Discipulando Professor 1
O R IE N TA Ç Ã O A O
PROFESSOR
INTERAGINDO COM O ALUNO
A presente lição trata da morte do nosso
Salvador, Jesus Cristo. Incompreendida pelos
gregos e escândalo para os judeus, a morte
do Filho de Deus delineia-se como um dos
acontecimentos mais paradoxais da história. A
grandeza revelada na fraqueza, a inocência de­
monstrada na execução arbitrária e o abrir mão
do poder para sofrer os danos de um processo
desonesto e injusto. Essas são apenas algumas
das questões difíceis de ser compreendidas por
qualquer pessoa que analise o fato sem a visão
do propósito divino. Lamentavelmente, a morte
do Senhor Jesus tem sido banalizada em mui­
tas pregações atuais, ora servindo a objetivos
que nada têm com os revelados na Bíblia, ora
esquecida das mensagens, pois a autoajuda, in­
felizmente, vem tomando o espaço da pregação
escriturística. É preciso resgatar a mensagem
da cruz, tal como nos apresenta a Bíblia, tanto
nos hinos, pregações como nas aulas e demais
momentos de ensino.
OBJETIVOS
Sua aula deverá alcançar os se­
guintes objetivos:
► Explicar
a necessidade da morte de Cristo;
► Esclarecer
o significado da “ mensagem
da cruz”;
► Traduzir
o valor do sacrifício de Cristo no
processo da redenção de todas as coisas
e, principalmente, da humanidade.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
No mundo antigo, e também em nosso
próprio mundo, o poder sempre foi algo am­
bicionado. As pessoas querem ter a sensação
de que dominam e mandam. Em se tratando de
liderança espera-se, por exemplo, que o líder
seja alguém que ofereça segurança aos seus
liderados, dando-lhes plena certeza de que
tudo correrá bem, e que todos os percalços
serão administrados. Até aqui, tudo bem. As
dúvidas surgem a partir do momento em que
passamos a pensar da seguinte forma: E se a
missão desse líder for justamente realizar aquilo
que normalmente é encarado como derrota? E
se a lógica dessa liderança não for a mesma do
mundo corporativo e empresarial? Bem, nesse
caso será preciso entender tal perspectiva para
só então poder avaliá-la.
Essa é tarefa dessa aula. Levar os alunos
a refletir acerca do fato de que a lógica divina
é contrária à humana, logo, a compreensão do
milagre da encarnação, e também da morte, do
Senhor só pode ser motivo de alegria a partir de
uma visão do Reino. Questione-os assim: Como
padecer tendo condição de evitar? Como apre­
sentar-se como servo quando se é Deus? Como
submeter-se aos mortais cuja vida foi dada
por você mesmo? Como permitir que alguém
exerça autoridade sobre a sua vida, quando o
poder ostentado pela pessoa foi dado por você
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mesmo? É exatamente assim que Jesus agiu
em relação às pessoas de sua época. Sendo
rico, se fez pobre. Tendo todo o poder, não o
exerceu, mas sofreu como um ser humano sem
prerrogativa alguma. Preso e entregue às auto­
ridades romanas pelos próprios judeus, Ele não
apenas padeceu de forma horrenda, mas ainda
intercedeu ao Pai que perdoasse as pessoas
que o maltrataram e humilharam.
COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO
“A lógica humana não compreende as
coisas de Deus”. Esse ditado possui grande
similaridade com o texto de 1 Coríntios 2.14 que
diz: “Ora, o homem natural não compreende as
coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem
loucura; e não pode entendê-las, porque elas
se discernem espiritualmente”. Sem dúvida
alguma a morte de Jesus enquadra-se nessa
perspectiva. Esperado com pompa nasceu
em meio à simplicidade. Aguardado como rei
nos moldes dos grandes soberanos do mundo
antigo, manifestou-se como filho de um humilde
carpinteiro de Nazaré. Pensado como imortal,
apresentou-se como um ser humano comum,
sujeito a todas as agruras da humanidade,
tendo uma das mortes mais dolorosas e hu­
milhantes do mundo antigo. Como entender tal
personagem como a mais importante e central
a
A lógica
humana não
compreende
as coisas de
Deus.
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de todo o universo? Realmente é difícil para a
mentalidade humana “natural” ou racionalista.
Essa é a nossa aula de hoje.
1. A NECESSIDADE DA MORTE
DE CRISTO
► 1.1 – Com o pecado, veio a morte.
A morte é conseqüência direta do pecado
(Rm 6.23). Quando o Criador advertiu ao casal
progenitor, Ele disse que no dia em que eles
desobedecessem, morreriam (Gn 2.17). Como
se sabe, eles não “ morreram” no dia em que
comeram, mas além da separação e da barreira
colocadas entre si e também em relação ao
Criador, passaram, gradativamente, a decair,
culminando na morte física.
► 1.2 – A ruptura entre Deus e a humani­
dade.
Como o nosso primeiro representante
decidiu desobedecer ao Criador, trazendo
com esse ato de rebelião a morte, houve uma
ruptura radical entre Deus e a humanidade
(Is 59.2; Rm 5.12,17). Tal separação marcou a
trajetória humana até o nascimento de Jesus
que, ao encarnar-se, inaugura um novo tempo
(Jo 1.11-13,17; Hb 10.19-23). Enquanto o Filho
de Deus não vinha, o Criador oferecera várias
possibilidades de arrependimento aos seres
humanos (Hb 1.1-3).
► 1.3 – A restauração entre Deus e a hu­
manidade.
Conforme a epístola aos Hebreus
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w
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informa, “quase todas as coisas, segundo a
lei, se purificam com sangue; e sem derrama­
mento de sangue não há remissão” (Hb 9.22).
Como o sistema legislativo do Antigo Testa­
mento estipulava que era necessário expiar
os pecados através de sacrifícios de animais
(Hb 8.1—10.18), e posteriormente se concluiu
que tais sacrifícios nada mudavam em termos
de condição diante de Deus (e muito menos
do pecador em termos de arrependimento),
houve a necessidade de um sacrifício único e
definitivo (Rm 5.8-11; Hb 7.18,19; 10.12). Esse
foi o cumprimento total da lei a que Jesus se
referira, dizendo que “até que o céu e a terra
passem, nem um jota ou um til se omitirá da
lei sem que tudo seja cum prido” (Mt 5.18).
Deus oferecera o sistema e somente Ele po­
dia encerrá-lo (Jo 1.17; Hb 10.19-23). De igual
forma, o pecado entrou no mundo através de
um homem e somente um novo representante
da humanidade poderia vencê-lo (Rm 5.12-21).
Dessa forma vemos claramente a atuação de
Deus e da humanidade em uma única pessoa.
Deus executando, em Jesus, a justiça que
cobrara e, ao mesmo tempo, mostrando à
humanidade, igualmente em seu Filho, que
era possível resistir ao pecado deixando de
fazer a própria vontade para fazer a do Pai
(Mt 3.15; Jo 6.38).
“ O estudo da obra salvífica de Cristo
deve começar pelo Antigo Testamento, onde
descobrimos, nas ações e palavras divinas,
a natureza redentora de Deus. Descobrimos
tipos e predições específicos daquEle que
estava para vir e do que Ele estava para
fazer. Parte de nossas descobertas provém
da terminologia empregada no Antigo Tes­
tamento para descrever a salvação, tanto a
natural quanto a espiritual” (PECOTA, Daniel
B. A “Obra Salvífica de Cristo” . In HORTON,
Stanley M. (Ed.).
Teologia Sistemática. Uma
perspectiva pentecostat.
1 .ed. Rio de Janei­
ro: CPAD, 1996, p.335). O mesmo autor diz
que todo “relacionamento interrompido clama
por reconciliação. O Novo Testamento ensina
com clareza que a obra salvífica de Cristo é
um trabalho de reconciliação. Pela sua morte,
Ele removeu todas as barreiras entre Deus e
nós” (Ibid., p.355).
2. O SIGNIFICADO DA CRUZ
► 2.1 – A palavra da cruz é loucura e, ao
mesmo tempo, poder.
É interessante pensar
acerca do fato de que o sacrifício de Jesus na
cruz reúne, em si, o extremo dos sentimentos.
O apóstolo Paulo afirma que “a palavra da
cruz é loucura para os que perecem; mas para
nós, que somos salvos, é o poder de Deus”
(1 Co 1.18). Loucura era um dos diagnósticos
mais sombrios da antiguidade, pois tirava a
pessoa do convívio da família, submetendo-a
a um estilo de vida extremamente precário e
sofrido. Contrariamente, o poder, desde sem­
pre foi, e ainda o é, um dos maiores desejos
da frágil humanidade. O paradoxo da cruz é
que ela, instrumento de execução, torna-se,
na perspectiva divina, e dos que acolheram a
palavra do Evangelho, uma manifestação do
“ poder de Deus” (1 Co 1.27-31).
► 2.2 – Escândalo para os judeus.
Em uma
de suas mensagens, ao falar de sua morte e de
como ela se daria, Jesus foi interpelado pela
sua audiência com a seguinte objeção: “ Nós
m
^ AUXILIO DIDÁTICO 1
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Discipulando Professor 1 |
temos ouvido da lei que o Cristo permanece
para sempre, e como dizes tu que convém
que o Filho do Homem seja levantado? Quem
é esse Filho do Homem?” (Jo 12.34). Como já
foi dito em lições anteriores, o grave problema
dos judeus era alimentar uma expectativa irreal
acerca do Cristo ou Messias. Enquanto eles
esperavam um rei político que reconstruísse
o templo e restabelecesse o culto judaico, o
Enviado de Deus encerraria tal sistema ofe­
recendo-se, Ele próprio, como sacrifício (Hb
7.22-28; 9.23-28; 10.11-18). Além disso, havia
também uma cláusula gravíssima, na lei, para
quem fosse executado com morte de cruz (Gl
3.13). Daí o porquê de o judeu achar a pregação
da cruz um escândalo (1 Co 1.23).
2.3 – Loucura para os gregos.
Como
é do conhecimento de todos, os gregos su-
pervalorizavam o conhecimento e a filosofia.
Quem nunca ouviu falar da retórica grega
destilada através de uma oratória impecável?
Assim se formavam as escolas de filosofia.
Quanto mais poderoso, eloqüente, persuasivo
e convincente fosse o argumento, mais adeptos
se amealhavam para aquela escola. Assim,
quando o apóstolo Paulo fala que os “gregos
buscam sabedoria” e que, de sua boca eles
ouviriam apenas a pregação acerca de “Cristo
crucificado”, na verdade, ele está revelando
que se recusa a fazer um discurso cuja fé das
pessoas se apoiem em sua oratória e não no
Evangelho (1 Co 1.22,23 cf. 2.1-5). O que os
gregos achavam loucura, explica-se pelo fato
de que, na mitologia grega, os humanos foram
alçados à condição de divindades, sendo os
chamados semideuses. Uma mistura híbrida
que resultara em um ser imortal. Falar de um
Deus que deixa a condição de imortalidade
subm etendo-se a mortalidade é algo que
eqüivale a loucura para a mente racionalista
grega. Além do mais, para algumas correntes
da filosofia grega, o corpo era por si mesmo,
algo ruim e, portanto, a prisão da alma. Logo,
não havia nenhum sentido em um Deus tornar-
se um ser humano.
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 2
“A mensagem da cruz tem um efeito du­
plo nos ouvintes. Para aqueles que a aceitam,
significa salvação; para aqueles que a rejeitam,
significa destruição. Não existe nenhum meio
termo; uma pessoa é salva ou não. Paulo fala
com mais precisão daqueles que ‘perecem’ e
dos ‘salvos’. A salvação não é experimentada
em sua plenitude nesta vida, nem a destruição
i í
O paradoxo da
cruz é que ela,
instrumento
de execução,
torna-se, na
perspectiva
divina e dos
que acolheram
a palavra do
Evangelho, uma
manifestação
do ‘poder
de Deus’.
J
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espiritual é irreversível nesta vida. Existe um
aspecto escatológico para cada situação;
tanto a salvação quanto o julgamento têm
aspectos presentes e futuros” (PALMA, An-
thony. “ 1 Coríntios” . In ARRINGTON, French
L.; STRONSTAD, Roger (Eds.).
Comentário
Bíblico Pentecostal Novo Testamento.
1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.937).
Anthony Palma diz ainda que para “ os judeus
e gregos, a mensagem era ‘loucura’ (v.18).
Era loucura para os gregos incrédulos porque
não coincidiu com sua noção de sabedoria.
Era debilidade e uma pedra de tropeço para
os judeus incrédulos porque não coincidiu
com sua noção de poder. Para um judeu, um
Messias crucificado era uma contradição de
termos, pelo fato de alguém ser pendurado ou
crucificado indicar a maldição de Deus sobre
si (Gl 3.13; cf. Dt 21.23)” (Ibid.).
3. NA MORTE DE CRISTO,
NOSSA REDENÇÃO
► 3.1 – Livres da tentação de querermos
nos autossalvar.
Todos os sistemas religiosos
baseiam-se na premissa de que precisamos fazer
alguma coisa para merecermos a salvação. O
sacrifício do Filho de Deus livra-nos dessa ten­
tação, pois somos salvos pela graça de Deus,
pelo dom imerecido do Pai que, através de Jesus
Cristo, cumpriu todas as exigências do sistema
sacrifical, garantindo-nos salvação (Ef 2.8). Pelo
lado da lei Ele “cumpriu toda a justiça” (Mt 3.13-
15). Pelo lado humano, Ele em tudo foi tentado,
porém, não pecou, demonstrando que o casal
progenitor poderia ter resistido à tentação a que
foram submetidos (Hb 2.14-18; 4.14-16; Mt 4.1).
► 3.2 – Livres da tentação de queremos
ser “deus”.
O grande pecado da humanidade
sempre foi querer ser como Deus. No Éden, a
proposta foi exatamente essa: “sereis como
Deus” (Gn 3.5). Após pecar, a humanidade
embruteceu, perdendo a sensibilidade humana.
Tal sensibilidade é novamente demonstrada em
Jesus que, sendo perseguido, traído e mesmo
morto, continuou amando e não se desumani-
zou revidando na mesma moeda (Mt 5.38-47;
Lc 23.34). É por isso que o Senhor ensina-nos
a sermos “perfeitos, como é perfeito o [nosso]
Pai, que está nos céus” (Mt 5.48). Ser santo, não
significa tornar-se um deus, mas justamente o
contrário, é vivermos na condição humana, da
forma como o Criador projetou-nos para que
fôssemos (Cl 3.1-17). Tal padrão não se encontra
na figura do primeiro Adão, e sim na do Último,
que findara perfeito (Ef 4.13).
>
3.3 – Livres da tentação de acharmos que
somos bons.
Desde a completa degeneração
antidíluviana (Gn 6.5,6,11,12), verificamos que a
humanidade não consegue produzir a boa vida
e, consequentemente, ser boa. Há em nossa
natureza uma propensão natural para a prática
do mal. E isso a tal ponto, que o apóstolo Paulo
chega a dizer que o bem que ele desejava fazer
não conseguia, mas o mal que intentava evitar era
uma constante em sua vida (Rm 7.18-20). Nisso
mais uma vez vemos a graça de Deus, pois a
despeito de sermos assim, Ele nos salvou sem
que praticássemos o bem, ou mesmo fôssemos
bons (Rm 5.8). Assim, a bondade deve fluir de
nossa vida como resultado de termos acolhido
a palavra do Evangelho e de sermos imitadores
de Cristo (Ef 5.1; Fp 2.5-11).
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 3
Anthony Palma explica o que significa dizer
que Cristo é a nossa “redenção”, mostrando que
esta envolve duas ideias: “ser liberto de algo e o
preço pago por esta liberdade” . Assim, quando
o apóstolo Paulo escreve em 1 Coríntios (6.20;
7.23) que os crentes foram “ comprados por
bom preço” , Palma esclarece que tal “aspecto
da libertação ou liberdade remonta à libertação
de Israel da escravidão egípcia; lembra também
a provisão do Antigo Testamento para a alforria
de escravos. Paulo faz alusão a essas verdades
em Gálatas 4.3-7, quando lembra aos crentes que
outrora estavam em escravidão, mas agora foram
redimidos, de forma que não são mais escravos,
mas filhos de Deus. A imagem trazida à mente é de
uma feira em uma cidade da antiguidade, onde os
escravos eram frequentemente vendidos em leilões”
(PALMA, Anthony. “1 Coríntios”. In ARRINGTON,
French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.).
Comentário
Bíblico Pentecostal Novo Testamento.
1 .ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2003, p.939).
64
| Discipulando Professor 1 |
CONCLUSÃO
A morte de Jesus Cristo, diferentemente
da imagem derrotista que alimentamos acerca
dos que sucumbem na batalha, não foi fruto
de fraqueza. Ao contrário, Ele morreu porque
voluntariamente deu a sua vida e também
autoridade para que alguém o executasse (Jo
10.11,17,18; 19.9-11). Longe de uma derrota, foi a
maior vitória que alguém já obteve, pois repre­
sentou o cumprimento irrestrito de um caminho
que todos os seres humanos fazem de forma
imperfeita; Jesus nasceu, cresceu, desenvolveu
e morreu, sem nunca ter desobedecido ao Pai.
Ele venceu e, como a nossa fé apoia-se nEle,
podemos descansar na confiança de que a cruz
é suficiente para proporcionar-nos salvação
(Jo 16.33).
APROFUNDANDO-SE
Como não havia motivo para os sacerdotes
executar Jesus Cristo, eles então plantaram
várias m entiras para justifica r sua morte.
Nesse aspecto, pode-se dizer que não foram
os romanos que mataram o Mestre, e sim os
seus próprios irmãos. Os romanos, nesse caso,
apenas executaram. Por que será que os líderes
religiosos de Israel tinham tanta raiva do Filho de
Deus? Se Ele apenas fez o bem e curou o povo
de suas moléstias, o que justifica sua morte? A
leitura de alguns textos bíblicos nos dá uma
pista (Mt 27.18; Mc 15.10; Jo 11.48).
de condição diante de Deus (e muito menos do
pecador em termos de arrependimento), houve
a necessidade de um sacrifício único e definitivo
(Rm 5.8-11; Hb 7.18,19; 10.12).
2
.
Como é possível a cruz ser, ao mesmo
tempo, o poder de Deus para alguns e loucura
para outros?
R. Depende da perspectiva com que se vê a
cruz. O apóstolo Paulo afirma que “a palavra da
cruz é loucura para os que perecem; mas para
nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1
Co 1.18).
3 . Fale sobre a visão do grego acerca da pa­
lavra da cruz ser loucura.
R. Apesar de a resposta ser pessoal, é
preciso que o aluno entenda o fato de o grego
avaliar a sabedoria e vê-la com características
muito distintas das da mensagem da cruz.
4 . A morte de Jesus, entre outras coisas, nos
livra de três grandes tentações. Cite-as.
R. A tentação de querermos nos autos-
salvar, a tentação de queremos ser “deus” e a
tentação de acharmos que somos bons.
\ 5 . Das três tentações do último tópico, com
qual delas você mais se identificava antes de
acolher a palavra do Evangelho?
R. Resposta pessoal. Diga ao aluno que ele
deve cuidar-se, pois a tentação de voltarmos a
ser o que já fomos é sempre uma constante.
VERIFIQUE SEU
A P R E N D IZ A D O
I . Por que Jesus teve de morrer?
R. Como o sistema legislativo do Antigo
Testamento estipulava que era necessário expiar
os pecados através de sacrifícios de animais
(Hb 8.1—10.18), e posteriormente se concluiu
que tais sacrifícios nada mudavam em termos
► Que, segundo a tradição, o apóstolo
Pedro, aquele mesmo que negara Jesus,
foi crucificado, por opção sua, de cabeça
para baixo? É que, segundo alegou, ele
não merecia morrer, ou não se achava
digno, na mesma posição que o seu
Salvador.
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