Lição 5 O MINISTÉRIO DE JESUS

REVISTA DISCIPULANDO CPAD - 1º CICLO - CONHECENDO JESUS E O REINO DE DEUSTEXTO BÍBLICO BASE
Marcos 1.14-20
14 – E, depois que João foi entregue à prisão, veio
Jesus para a Galileia, pregando o evangelho
do Reino de Deus.
15 – e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino
de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede
no evangelho.
16 – E, andando junto ao mar da Galileia, viu
Simão e André, seu irmão, que lançavam a
rede ao mar, pois eram pescadores.
17 – E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu
farei que sejais pescadores de homens.
18 – E, deixando logo as suas redes, o seguiram.
19 – E, passando dali um pouco mais adiante, viu
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que
estavam no barco consertando as redes,
20 – e logo os chamou. E eles, deixando o seu
pai Zebedeu no barco com os empregados,
foram após ele.
MEDITAÇÃO
“E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos
de Cristo, enviou dois dos seus discípulos a
dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir ou es­
peramos outro? E Jesus, respondendo, disse-
lhe: Ide e anunciai a João as coisas que ouvis
e vedes: Os cegos veem, e os coxos andam;
os leprosos são limpos, e os surdos ouvem;
os mortos são ressuscitados, e aos pobres é
anunciado o evangelho”
(Mt 11.2-5).
REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
► SEGUNDA-Lucas 4.14-19
► TERÇA-Atos 10.38
► QUARTA-Marcos 2.17
► QUINTA – Mateus 20.28
► SEXTA-João 12.30
► SÁBADO-Mateus 11.25
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O R IE N TA Ç Ã O A O
PROFESSOR
INTERAGINDO COM O ALUNO
À maioria dos novos convertidos, “ mi­
nistério” é uma palavra que define uma de­
nominação ou a atividade de determinado
pastor. Entretanto, como se verá na presente
lição, ministério significa “serviço” . Por mais
desvirtuada que a expressão esteja, é neces­
sário resgatar o valor original do ministério.
Principalmente por conta do estrelismo que
vem invadindo até mesmo a religião. É opor­
tuno que se ensine o novo convertido a não
admirar, e muito menos almejar, tal compor­
tamento. Atualmente, o estrelismo é um dos
grandes males que assola a igreja evangélica
brasileira. Daí o porquê da necessidade de se
combater tal postura.
L v f j J
0 B JE T IV 0 S
Sua aula deverá alcançar os se­
guintes objetivos:
► Explicar
a natureza e abrangência do
ministério de Jesus (dimensões “teórica” ,
prática e espiritual);
► Descrever
a perspectiva divina acerca do
ministério de Cristo;
► Valorizar
os benefícios realizados pelo
ministério do Filho de Deus em favor da
humanidade.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
A estrutura do sistema político municipal,
estadual e federal divide-se em, basicamente,
três poderes: executivo, legislativo e judiciário.
Cada um deles tem as suas atribuições. Nos
âmbitos municipal e estadual, os prefeitos e
governadores nomeiam secretários. No plano
federal, o presidente nomeia ministros. O que
todos eles têm em comum: Todos são servido­
res da sociedade. Tantos os eleitos, quanto os
concursados e nomeados, ocupam uma posição
de servir, e não de mandar. As áreas ocupadas
por essas pessoas – saúde, educação, trabalho,
justiça, por exemplo – existem para beneficiar e
servir à sociedade, garantindo ao povo não ape­
nas o exercício correto do serviço, mas também
a sua qualidade, pois é justamente para isso que
os impostos são recolhidos.
Tendo esse entendimento como ponto de
partida, oriente os alunos a pensar acerca do
assunto “ministério” . Pergunte a eles: O que você
acha de servir? Qual a sua opinião sobre esse
assunto? Servir é algo humilhante? Por quê?
Jesus é Deus? Sim, Ele é Deus. E o que Jesus
fez desde quando resolveu encarnar-se e nascer
como qualquer ser humano? Ele unicamente
serviu. Esse foi o seu “ministério” . Por isso, todo
e qualquer ministério que tenha por princípio e
fundamento o Evangelho de Jesus Cristo deve
caminhar no mesmo sentido e perspectiva do
Mestre de Nazaré.
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| Discipulando Professor 1
COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO
Biblicamente falando, a palavra “ministério”
significa simplesmente “serviço”, isto é, o serviço
que alguém presta a outrem. Nesse sentido, o
ministério terreno de Jesus Cristo, pode ser visto
sob duas perspectivas. A primeira é que Ele
estava a serviço de seu Pai para desempenhar
uma missão que, por sua vez, e esta é a segunda
perspectiva, beneficiava a humanidade, sendo,
portanto, também um serviço. Sendo Deus, o
nosso Salvador colocou-se à disposição do
Pai, e da humanidade, para ministrar, ou seja,
servir (Mt 20.28; Mc 10.45). É acerca desse
assunto que estaremos estudando nessa lição
sem, contudo, pretendermos esgotar o número
de benefícios que nos adveio do exercício do
ministério do nosso querido Jesus.
1. A NATUREZA DO MINISTÉRIO
DE CRISTO
u
Sendo Deus,
o nosso
Salvador
colocou-se
à disposição
do Pai, e da
humanidade,
para ministrar,
ou seja, servir.
► 1.1 – Dimensão “teórica”.
Comumente
se diz que o ministério de Jesus foi tríplice;
ensino, pregação e realização de milagres (Mt
4.23; 9.35). Analisando de forma um pouco
mais detalhada tal constatação, é possível
verificar que existe algo de mais profundo
nessa tríplice divisão. Na verdade, podemos
falar que a natureza do ministério de Jesus
Cristo possuía uma tríplice dimensão, ou seja,
as dim ensões não podem ser separadas,
pois compõe um único ministério. A primei­
ra delas seria a “dimensão teórica” que diz
respeito ao seu ensino, pois, como é possível
facilmente comprovar, marcava uma ruptura
radical em relação aos mestres da religião
oficial dos judeus. Isso tanto em termos de
método quanto de conteúdo (Mt 7.28,29; Mc
1.21,22; Lc 4.32). O “segredo” de tanto êxito e
admiração pelo seu ensino, segundo informa
o próprio Jesus, é que a doutrina ensinada
por Ele, não era sua própria, e sim de seu
Pai que o enviara (Jo 7.16).
► 1.2 – Dimensão prática.
Quantas pessoas
readquiriram esperança após um encontro com
Jesus? De judeus a estrangeiros, de enfermos
a oprimidos, de religiosos a publicanos, todos,
indistintamente, encontraram no
| Discipulando Professor 1
de Nazaré uma palavra de alento. A prova de
que não há dissociação entre as dimensões
“ teórica” e prática de seu ministério, é que Ele
“tudo [fazia] bem”, incluindo nisso até mesmo
curar surdos e mudos (Mc 7.37). Uma ocasião,
em especial, que demonstra a integralidade de
seu ministério, trata-se de um episódio ocorrido
em uma sinagoga onde entrara para ensinar,
quando acabou libertando um oprimido, em
pleno sábado (o que era inadmissível para a
religião judaica), fazendo com que as pesso­
as exclamassem: “ E todos se admiraram, a
ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que
é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com
autoridade ordena aos espíritos imundos, e
eles lhe obedecem!” (Mc 1.27).
1.3 – Dimensão espiritual.
A despeito
dessas bênçãos perceptivelmente valiosas,
o grande feito do ministério de Jesus Cristo
consiste no fato de que Ele pagou o preço
do nosso resgate eterno (1 Co 6.20; 7.23; 1
Tm 2.6). Ainda que profetas e outras pessoas
dirigidas por Deus tivessem experimentado
grandes milagres divinos no exercício de seus
ministérios, nenhum deles, porém, tinha con­
dição de fazer o que o nosso Mestre fez (Hb
9.11 -28). Uma vez mais vemos que o ministério
de Jesus, apesar de possuir três dimensões,
era único e suficiente, pois o sacrifício foi reali­
zado, em nossa realidade, mas tem o mérito e
a capacidade de alterar, em todos os âmbitos,
a condição pecaminosa humana, ao mesmo
tempo em que destina a criação, que também
foi transtornada pelo pecado, à sua completa
restauração (Ef 1.10).
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 1
O Evangelho de Mateus sumariza o mi­
nistério de Jesus em três grandes ações ou
atividades. “ Ensinar, proclamar as boas-novas
do Reino e curar todas as doenças são as três
atividades principais de Jesus e tornam-se
sinal do seu messiado e do irrompimento es-
catológico da nova era de Deus, que sacudirá,
destruirá ou mudará as instituições da antiga
era. Estas são as marcas distintivas do seu
trabalho, o qual será rematado por sua obra
última na cruz e na ressurreição e será perpe­
tuado na comunidade que Ele comissiona para
sucedê-lo (Mt 10.1-40; 28.16-20)” (SHELTON,
James B. “ Mateus” In ARRINGTON, French L ;
STRONSTAD, Roger (Eds.).
Comentário Bíbli­
co Pentecostal Novo Testamento.
1 ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2003, p.33). A última parte
do comentário é decisiva para o novo conver­
tido, entretanto, ela será mais bem trabalhada
em uma lição exclusiva.
2. O MINISTÉRIO DE JESUS NA
PERSPECTIVA DIVINA
► 2.1 – A missão designada pelo Pai.
Resoluto no cumprimento de sua missão, até
mesmo Jesus Cristo enfrentou dificuldades em
seu caminho para fazer a vontade do Pai. Ainda
criança, foi perseguido por Herodes que atentou
contra a sua vida (Mt 2.13-18), e não poucas
vezes foi ameaçado pela turba religiosa que
se enfurecia com seus ensinamentos (Lc 4.29).
Mas não são essas as maiores dificuldades que
enfrentou para cumprir a missão que o Pai lhe
designara. As piores e mais sutis, provavelmen­
te, são as relacionadas ao convencimento de
que Ele não precisava fazer o que fora enviado
a cumprir. Nesse particular, Jesus enfrentou
o próprio Satanás e, posteriormente, Pedro,
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|
Discipulando Professor 1 |
um de seus discípulos mais próximos que,
usado também pelo Inimigo de nossas almas,
procurou dissuadi-io de cumprir sua missão
(Mt 4.1-11; Mc 1.12,13; Lc 4.1-13; Mt 16.21-23;
Mc 8.31-33). Tais tentações são piores porque
procuram seduzir-nos pela vaidade e o poder.
► 2.2 – Capacitado pelo Espírito Santo.
Desde a miraculosa concepção de Maria,
vemos que o Espírito Santo de Deus acom­
panha o Senhor Jesus (Mt 1.18; 3.16; 12.18;
Mc 1.10; Lc 1.35; 3.21,22; Jo 1.32,33). É uma
grande lição percebermos que, mesmo sendo
Deus, Jesus não abriu mão da assistência do
Espírito Santo. Incrivelmente, foi o Espírito
Santo que conduziu Jesus ao deserto para
que fosse provado (Mt 4.1; Mc 1.12; Lc 4.1), e
também o instruiu e capacitou, em todos os
momentos de seu ministério, auxiliando-o na
missão que deveria cumprir (Mt 12.22-32; Mc
13.9-11; Lc 10.21; At 1.2). Quando Jesus ensina
que quem nasce do Espírito, deve aprender
a ser guiado pelo Espírito, ninguém melhor
que Ele demonstrou isso em sua vida (Jo
3.8; Lc 4.14-22; 11.13; 12.10-12). Além de uma
promessa do Senhor (Mt 10.19,20; Jo 7.38,39;
14.16,17,26; 15.26), que Ele, inclusive cumpriu
(Jo 20.22; At 1.4,5,8; 2.1-13), esse é também
um dos grandes ensinamentos da Igreja do
primeiro século (Rm 8.1-30; 1 Co 2.12-16; Gl
5.16) que, devido a sua importância, deve
continuar sendo ensinado em nossos dias.
► 2.3 – A missão concluída.
Sem que
nada pudesse contê-lo, Jesus concluiu a sua
missão terrena dizendo que, justamente por
isso, glorificara o Pai e assim pôde exclamar:
“ Está consumado” (Jo 17.4 cf. 19.30). Apesar
de ter sido dolorosam ente consumado, o
ministério terreno do Senhor não “acabou”
com sua ascensão aos céus (At 1.4-9). Ele
deixou-nos igualmente essa incumbência,
dizendo que os seus discípulos deveriam
dar continuidade à missão de levar as Boas
Novas, realizando obras até maiores que as
dEle (Mt 28.19,20; Jo 14.12).
A grande lição do tópico 2 diz respeito à
capacitação, ou unção, do Filho de Deus pelo
Espírito Santo. De acordo com James Shelton,
o “ Espírito Santo capacitou os profetas do An­
tigo Testamento (e.g., Ez 2.2; Mq 3.8; Zc 7.12),
e as profecias relativas ao Messias prediziam
uma acompanhante dotação do Espírito (e.g.,
Is 42.1,5; 61.1-3). Assim, Jesus recebe uma
unção e capacitação especiais do Espírito
Santo para proclamar a mensagem de Deus e
fazer maravilhas. A vinda do Espírito sobre Ele
é sinal de que Ele é o Messias, o Cristo (lit., ‘o
Ungido’). Isto não significa que esta é a primeira
vez que Jesus foi envolvido com o poder do
Espírito; Ele foi concebido pelo Espírito Santo
(Mt 1.20; Lc 1.35) e obviamente foi guiado pelo
Espírito ao ministrar no templo quando era
menino (Lc 2.46-52). Nem significa que Jesus
foi ‘adotado’ pelo Espírito no batismo e nesse
momento tornou-se Messias, pois Ele era o
Filho de Deus antes do batismo (Mt 1.20; 2.15;
Lc 1.35; 2.49; Jo 1.1,14,18; 3.16)” (Ibid., p.28).
3. O MINISTÉRIO DE JESUS NA
PERSPECTIVA HUMANA
► 3.1 – Reconciliando-nos com Deus.
Completamente espiritual, é imprescindível reco­
nhecer que a obra realizada por Jesus tem uma
abrangência cujos reflexos e influência podem
ser sentidos e igualmente experimentados em
nossa perspectiva. Estando apartados do Criador
por causa do pecado, era preciso que o preço
de tal desobediência fosse pago e, ao mesmo
tempo, reatasse-nos o relacionamento com o Pai
(Rm 5.10,11). Na realidade, complementando o
que já foi dito acima, segundo o apóstolo Paulo,
além de Deus ter nos reconciliado “consigo
mesmo por Jesus Cristo”, o Criador “ nos deu o
ministério da reconciliação, isto é, Deus estava
em Cristo reconciliando consigo o mundo, não
lhes imputando os seus pecados, e pôs em
nós a palavra da reconciliação” (2 Co 5.18,19).
► 3.2 – Fazendo o bem.
Conforme já foi
repetido diversas vezes, o Mestre não veio
para ser servido e sim para servir, tanto a
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 2
| Discipulando Professor 1 I
Deus como a humanidade necessitada (Mt
20.28; Mc 10.45; Jo 3.16). Uma vez que este
era um dos propósitos do ministério terreno
de Jesus Cristo, em uma de suas pregações,
o apóstolo Pedro falou acerca de “como Deus
ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo
e com virtude; o qual andou fazendo o bem e
curando a todos os oprimidos do diabo, porque
Deus era com ele” (At 10.38). Vemos que o ob­
jetivo de Jesus Cristo não era levar, ou “tirar”,
vantagem de ninguém, justamente o contrário,
Ele estava completamente comprometido em
fazer o bem aos seres humanos.
í í
A obra
realizada por
Jesus tem uma
abrangência
cujos reflexos
e influência
podem ser
sentidos e
igualmente
experimentados
em nossa
perspectiva.
► 3.3 – Trazendo libertação.
Um dos
grandes propósitos do ministério de Jesus,
conforme profetizado acerca do Messias, era
libertar as pessoas (Lc 4.14-19). Presas pelo
legalismo religioso do judaísmo, os judeus
chegaram a negar que um dia tivessem sido
escravos (Jo 8.33). Entretanto, o que dizer
dos longos 430 anos no Egito e dos 70 anos
de cativeiro (Êx 12.40,41; Jr 25.11,12; 29.10)?
Evidentemente que, apesar de presos pelo
legalismo religioso, eles não tinham condi­
ções de avaliar a questão por si mesma, daí
a importância de o Senhor Jesus falar em
libertação para o povo (Jo 8.32,36).
► AUXÍLIO DIDÁTICO 3
Neste último tópico, é preciso destacar,
do subtópico três, a leitura feita por Jesus
na sinagoga, conforme registrado no texto
de Lucas 4.14-19. A esse respeito, comenta
French Arrington que Jesus tendo retornado
a Nazaré onde fora criado, “ Como era de seu
costume durante a juventude, […] vai à sina­
goga no sábado para adorar. […] Os cultos na
sinagoga eram bastante informais e consistiam
em orações, leitura da Escritura, comentários
e doação de ofertas para os pobres. A pedido,
Jesus toma o livro do profeta Isaías. Tendo
sido cheio do Espírito no batismo (Lc 3.22),
Ele lê Isaías 61.1,2 e se identifica como profeta
ungido. Ele é o Messias profético, ungido pelo
Espírito para proclamar as boas-novas” . (“ Lu­
cas” , In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD,
Roger (Eds.).
Comentário Bíblico Pentecostal
Novo Testamento.
1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2003, p.339). Após a leitura do referido texto de
Isaías, Jesus “se assenta, tomando a postura
normal para pregar. Os olhos da congregação
fixam-se nEle, esperando que Ele dê início ao
sermão. Ninguém, senão Jesus, pode começar
um sermão do modo como Ele o fez: ‘Hoje,
se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos’
(Lc 4.21). Ele afirma ser o cumprimento da
profecia de Isaías. No momento exato em que
a congregação escuta, ocorre o cumprimento
da Escritura. O Ungido sobre quem o profeta
36
| Discipulando Professor 1 |
falou está agora presente para cumprir sua
missão. Nos dias de Jesus, muitos judeus não
duvidavam de que o reinado messiânico viria
no futuro, mas Jesus afirma que o que eles
esperavam que ocorresse na era futura tinha
acabado de se tornar uma realidade presente.
O tempo de salvação é ‘hoje’. Este é um ‘hoje’
que continua; nunca se torna ontem nem se
introduz num amanhã vago” (Ibid.).
CONCLUSÃO
Como se vê, Jesus Cristo exerceu um
ministério (a Deus e às pessoas) que não
se constituiu em ostentar um cargo para se
autoafirmar. Ele não precisava de tal prática,
pois a prova de que exercera da melhor forma
o que deveria fazer, foram as duas vezes em
que o próprio Deus afirmou que tinha prazer
em Jesus (Mt 3.17; 17.5). Que Deus, possa
ver em nós a mesma disposição que houve
em Jesus Cristo, seu Filho (Fp 2.3-18).
APROFUNDANDO-SE
Ao encarnar-se, Jesus, diz o apóstolo
Paulo, tornou-se servo (Fp 2.5-11). Isso
significa que a melhor definição para
o ser humano é que este é “ servo” .
Infelizmente a altivez e o orgulho levam-
nos a esquecermo-nos de que o Nosso
Salvador, o nosso referencial último, já
foi servo e que, sendo assim, devemos
perseguir esse mesmo ideal.
SUGESTÃO
DE LEITURA
► O Ministério Dirigido por Jesus
Uma obra cheia de passagens bíblicas e
das experiências pessoais do autor a res­
peito do ministério de Jesus.
>
Estilos de Aprendizagem
Conheça a maneira pela qual a pessoa vê ou
entende melhor o mundo que a cerca.
VERIFIQUE SEU
A P R E N D IZA D O
1
. Quais são as três dimensões evidenciadas
na natureza do ministério terreno de Cristo?
R. “Teórica” , prática e espiritual.
2 . Em sua opinião, havia necessidade de o
Espírito Santo auxiliar Jesus Cristo? Por quê?
R. Mesmo sendo uma resposta pessoal,
é preciso que o aluno entenda a necessidade
de Jesus em ser auxiliado pelo Espírito Santo
de Deus, como um trabalho de cooperação.
3 . Cite os três benefícios, da perspectiva
humana, acerca do sacrifício de Cristo.
R. Reconciliação com Deus, fazer o bem
para todos e trazer libertação.
4 . Dos três benefícios do ministério de Jesus
na perspectiva humana, qual você acha mais
relevante? Comente.
R. A resposta é pessoal, mas seria inte­
ressante que o aluno escolhesse a primeira
opção, pois a reconciliação com Deus é algo
que ninguém, fora Jesus, poderia fazer.
5 . Por que Jesus veio trazer libertação, já que
as pessoas praticavam uma religião?
R. Porque a “religião” as aprisionavam,
isto é, as pessoas estavam presas pelo lega-
lismo religioso.
► Que João Batista, mesmo após ter dito que
Jesus era o Cordeiro de Deus, por ser judeu,
estando encarcerado, mandou que os seus
discípulos perguntassem a Jesus se este era
mesmo quem os judeus esperavam ou se
deveriam esperar outro (Lc 7.19,20), simples­
mente pelo fato de que Jesus não correspondia
à
visão que os judeus tinham do libertador?
Enquanto eles esperavam um libertador polí­
tico, terreno, Jesus dissera que os sinais que
Ele realizava eram inequívocos de que o Reino
de Deus chegara (Lc 7.21,22). Entretanto, como
Ele disse a Pilatos, o seu Reino é eterno, não é
deste mundo (Jo 18.36 cf. Lc 11.20).
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