Lição 4 – O CARÁTER DE JESUS

REVISTA DISCIPULANDO CPAD - 1º CICLO - CONHECENDO JESUS E O REINO DE DEUSTEXTO BÍBLICO BASE
Mateus 11.25-30
25 – Naquele tempo, respondendo Jesus, dis­
se: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da
terra, que ocultaste estas coisas aos sábios
e instruídos e as revelaste aos pequeninos.
26 – Sim, ó Pai, porque assim te aprouve.
27 – Todas as coisas me foram entregues por
meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão
o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o
Filho e aquele a quem o Filho o quiser re­
velar.
28 – Vinde a mim, todos os que estais cansa­
dos e oprimidos, e eu vos aliviarei.
29 -Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de
mim, que sou manso e humilde de coração,
e encontrareis descanso para a vossa alma.
30 – Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo
é leve.
MEDITAÇÃO
“De sorte que haja em vós o mesmo sen­
timento que houve também em Cristo Jesus,
que, sendo em forma de Deus, não teve por
usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a
si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-
se semelhante aos homens; e, achado na forma
de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo
obediente até à morte e morte de cruz. Pelo
que também Deus o exaltou soberanamente
e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho
dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da
terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é
o Senhor, para glória de Deus Pai”
(Fp 2.5-11).
REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
► SEGUNDA – Mateus 4.1 -11
► TERÇA-Filipenses 2.5-11
► QUARTA – Lucas 24.19
►QUINTA-Mateus 11.29,30
► SEXTA – Atos 1.1
► SÁBADO – João 7.46-52
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O R IE N TA Ç Ã O A O
PROFESSOR
INTERAGINDO COM O ALUNO
Nesta lição você terá a tarefa de con­
duzir o estudo acerca de um tema bastante
corriqueiro, porém, muito importante para o
aluno a quem você está lecionando. No início
de uma nova caminhada, é imperioso que o
seu trabalho pedagógico destaque o valor do
caráter. Acolher o Evangelho de Cristo não
significa adotar certas ideias ou doutrinas, mas
permitir-se e submeter-se à transformação de
todo o nosso ser ao trabalhar do Espírito San­
to. Ele é o responsável em nos conduzir rumo
ao supremo alvo que é tornarmo-nos como
o Senhor Jesus Cristo. Conta-se a história
de um missionário que, ao falar de Jesus em
uma determinada localidade, tivera a grata
surpresa quando os moradores lhe disseram
que aquela pessoa de quem ele falava já havia
estado ali. O que certamente aconteceu nesse
lugar, é que alguém fora tão transformado e
parecia-se tanto com o Mestre, que ao ouvir
a pregação do missionário, a impressão dos
moradores é que a pessoa de quem ele falava
já havia estado entre eles. É exatamente isso
que o Senhor deseja para nossa vida.
OBJETIVOS
Sua aula deverá alcançar os
seguintes objetivos:
► Destacar
o perfil de Jesus (sua humildade,
seu método de ensino pelo exemplo e sua
coerência, isto é, a perfeita combinação
entre o que dizia e fazia);
► Evidenciar
a fidelidade de Cristo ao Senhor
Deus no cumprimento de sua missão;
► incentivar
aos alunos a que procurem
manter sua comunhão com Deus, a partir
do exemplo do Mestre de Nazaré.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
Considerando que a caminhada do novo con­
vertido está apenas se iniciando, é imprescindível
que você incentive o aluno a uma permanente
transformação de caráter. Esteja atento ao seu
próprio desempenho, pois inevitavelmente você
será observado. Ainda que estejamos cientes das
nossas ambigüidades e imperfeições, precisamos
incentivá-los a que busquem não legalisticamente,
é óbvio, mas, de forma voluntária e servidora,
imitar a Cristo, que é o nosso supremo alvo.
Inicie a aula inquirindo-os acerca da seguinte
questão: Se o mundo todo agisse como nós
agimos, ele seria melhor? Espere ao menos
alguns segundos e, em seguida, prossiga
perguntando: É possível transformar o mundo
através do exemplo? Quando se trata de caráter,
qual o melhor “método” de ensino, o discurso ou
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o exemplo? Bons modos e boas maneiras são
posturas esperadas em quem é exclusivamente
religioso? Como se explica o fato de pessoas
não crentes terem, às vezes, um exemplo até
melhor do que aqueles que professam a fé?
Diga-lhes que, independentemente da postura
das pessoas que professam a fé, cada um dará
conta de si mesmo e, por isso, devemos, indi­
vidualmente, cuidar de nossa comunhão com o
Senhor, pois muitas vezes, a única “pregação”
a que as pessoas não crentes terão acesso é o
nosso exemplo.
COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO
No primeiro século de nossa era, uma cena
comum entre a sociedade palestina era o fato de
as pessoas se “dividir” em grupos, ou partidos,
cujos mentores definiam o perfil dos seus se­
guidores que, naquele momento histórico, eram
mais conhecidos como “discípulos”. Quando
Jesus inicia seu ministério, as pessoas passam
a ouvi-lo a fim de entender sua “filosofia” e/
ou “proposta ideológica”. Entretanto, muitas
se decepcionaram (Jo 6.60,66,67), pois Jesus
não veio trazer uma nova ideia, mas inaugurar
um novo tempo (Mc 1.1). Nesse novo tempo, os
beneficiados seriam justamente os esquecidos
pela sociedade, os que não tinham esperança
(Lc 4.14-19). Quanto às pessoas que se sentiam
seguras com a religião oficial, e também as que
não queriam perder sua posição na estrutura
religiosa, estas não acolheram a mensagem do
Filho de Deus (Jo 7.40-53; 12.31-43). O Senhor
disse certa vez que todo discípulo perfeito seria
como o seu mestre (Lc 6.40 cf. Jo 13.13,14). Uma
vez que somos discípulos de Cristo, e Ele, como
instrui-nos o apóstolo Paulo, é o “ último Adão”
(Rm 5.14; 1 Co 15.45), ou seja, é o novo repre­
sentante da humanidade e, por conseguinte, a
nova referência de ser humano a quem, os que
nEle creem, devem imitar e procurar parecer
(Ef 4.13; 5.1,2), nessa lição vamos estudar um
pouco acerca do seu caráter.
1. O CARÁTER DE JESUS
EVIDENCIADO EM SUAS
AÇÕES E POSTURA
► 1.1 – A humildade de Jesus.
No chamado
hino cristológico de Filipenses 2.5-11, vemos que
Jesus, mesmo sendo divino, não se apegou a sua
igualdade com o Pai, mas esvaziou-se de forma
voluntária e sacrifical, assumindo a condição de
servo, tornando-se como nós. Depois de tornar-se
como um de nós, humilhou-se e submeteu-se à
morte de cruz que era uma das piores formas de
execução do mundo antigo (Dt 21.22,23). Além
disso, durante o tempo de sua vida terrena, como
filho, foi obediente aos seus pais (Lc 2.51), como
adulto, soube reconhecer o ministério de seu
primo, João Batista (Mt 3.13,14), e foi igualmente
responsável com questões cívicas (Mt 17.24-27;
22.15-22). O simples fato de abrir mão dos tra­
ços dos reis conquistadores do mundo antigo,
apresentando-se simples, como uma pessoa do
povo e sem exigir nenhum tratamento especial,
foi o motivo de Jesus ser rejeitado pelo seu povo,
porém, é justamente nessa sua atitude que vemos
a grandeza, pois quando poderia coagir a todos
para que nEle cressem, não o faz, mas oferece
amor e deixa-nos livres para optar por segui-lo.
► 1.2 – O ensino “exemplar” de Jesus.
Ao introduzir a narrativa do famoso “ Sermão
da Montanha”, Mateus diz que Jesus “abrindo
a sua boca os ensinava” (Mt 5.2). Tal infor­
mação, a despeito de em outras versões não
aparecer tal expressão, poderia levar alguém
a pensar: “ Mas há outra forma de ensinar, a
não ser falando?” Sim, há. E muitas lições de
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Discipulando Professor 1 |
Jesus foram ensinadas no silêncio de suas
ações e postura (Jo 8.2-11; 13.1-17).
1.3 – A coerência de Jesus.
Não havia
dissociação entre o que Jesus falava e fazia, ou
entre o que praticava e dizia. Como disseram
os vacilantes discípulos saindo de Jerusalém
em direção à aldeia de Emaús, “Jesus, o
Nazareno, […] foi um profeta poderoso em
obras e palavras diante de Deus e de todo o
povo” (Lc 24.19). Em outras palavras, Jesus
era coerente, pois Ele tanto fazia, ou seja,
praticava, quanto ensinava (At 1.1). Muito dife­
rente dos líderes religiosos e ensinadores de
Israel que, conforme dissera o próprio Jesus,
diziam, mas não praticavam e nem viviam o
que ensinavam (Mt 23.3). Na verdade, revelou
o Mestre, aqueles homens amarravam fardos
pesados e difíceis de carregar, e colocava-os
nos ombros do povo, mas eles mesmos não
se dispunham a movê-los nem sequer com
um dedo (Mt 23.4).
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 1
Desse primeiro tópico, sem dúvida alguma a
análise do texto de Filipenses 2.5-11 é decisiva.
“Estes versos são essenciais nesta carta. Enfo­
cam principalmente a atitude de Cristo como um
exemplo a ser imitado pelos filipenses. Por esta
razão discutem abertamente o problema contí­
nuo da rivalidade aludido na carta” (DEMCHUK,
David. “ Filipenses”, In ARRINGTON, French L.;
STRONSTAD, Roger (Eds.).
Comentário Bíbli­
co Pentecostal Novo Testamento.
1 ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2003, p.1291). Esse aspecto
é decisivo nesse primeiro momento do novo
convertido, pois ele chega à comunidade crendo
que encontrou um lugar onde não há problemas
e conflitos. Nada mais longe da realidade e isso
desde os tempos do Novo Testamento! Aproveite
o tema para expor essa realidade sem, contudo,
permitir que haja uma falsa conscientização, ou
seja, que tal comportamento é correto. Conforme
o mesmo autor, “ Paulo começa observando a
forma de vigiar de Cristo e sua maneira de viver,
que os filipenses são encorajados a seguir (A
frase: ‘De sorte que haja em vós o mesmo sen­
timento…’ […]). A frase que algumas traduções
têm como ‘Suas atividades [plural]’ indica o fato
de que essa atitude deveria permear a estrutura
da comunidade cristã” (Ibid., pp.1291-92). David
Demchuk diz ainda que a “ inclusão das palavras
‘que houve também em Cristo Jesus’ é literalmente
‘de Jesus Cristo’. Existe alguma dúvida a respeito
desta frase. Os filipenses são chamados a terem,
um para com o outro, a mesma atitude que têm
para com Cristo (com o sentido de ‘que houve
também [em vós e] em Cristo Jesus’)? Ou os
filipenses são chamados a manifestar a mesma
atitude que Jesus manifestou (com o sentido ‘que
houve também [ou que havia] em Cristo Jesus’)?
Dado o contexto e o propósito da passagem, a
segunda opção parece mais apropriada, de forma
que Paulo está desafiando-os a refletirem o que
viram em Cristo” (Ibid., p.1292). Na verdade, o
grande objetivo do apóstolo é evidenciar o fato
de “Jesus, que em sua própria natureza é Deus,
não considerou que esta condição devesse estar
patente demais, de modo a trazer-lhe alguma
vantagem pessoal. Observe novamente o impacto
que estas palavras causariam nos ouvintes de
Paulo, que orgulhavam-se de sua cidadania
romana com todos os seus direitos e privilégios
intrínsecos. Ao invés de reunir e exercer seus
privilégios, Jesus aniquilou-se, deu a si mesmo
até à morte. A solução para os problemas da
unidade dos filipenses estava na adoção deste
mesmo propósito de Jesus” (Ibidem.).
2. O CARÁTER DE JESUS EVI­
DENCIADO NO DESEMPENHO
DE SUA MISSÃO
>
2.1 – Jesus não usou o seu poder
para livrar-se da ten tação e do sofri­
mento.
Quando Jesus foi conduzido, pelo
Espírito de Deus, ao deserto a fim de ser
tentado, ou provado, demonstrou mais uma
vez porque merece reverência e adoração
(Mt 4.1-11). Debilitado pelos quarenta dias
de jejum e, portanto, suscetível a ceder, o
Mestre suportou todas as ofertas do Tentador
sem apelar para o seu poder, mas apenas à
Palavra. Semelhantemente, ao ser preso no
Jardim do Getsêmani, quando um de seus
discípulos feriu o criado do Sumo Sacerdote,
cortando-lhe a orelha, Jesus, além de curar o
| Discipulando Professor 1 |
sei>algoz, ainda repreendeu o seu discípulo
e disse que, se quisesse, poderia solicitar a
Deus a proteção de “doze legiões de anjos”
(Mt 26.53). Ao governador da Judeia, Pôncio
Pilatos, o Mestre disse que a autoridade que
o governante tinha para condená-lo, havia
sido dada por Deus e, de certa forma, pelo
próprio Jesus (Jo 19.9-12)!
2.2 – Amando até as últimas conse­
qüências.
Jesus tinha plena consciência do
porquê de ter sido enviado a este mundo. Assim,
poucas horas antes de ser definitivamente
preso, o apóstolo João informa que “antes da
festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era
chegada a sua hora de passar deste mundo
para o Pai, como havia amado os seus que
estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo
13.1). Nessa importante reunião estava Judas
( (
Não havia
dissociação
entre o que
Jesus falava
e fazia, ou
entre o que
praticava
e dizia.
»
Iscariotes, o discípulo que traíra e vendera
o Mestre (Mt 26.14-16). Mesmo assim, como
informa o apóstolo do amor, Jesus amou os
seus discípulos até o fim. Amou a Pedro que
o negou, e os demais que se dispersaram
com a sua prisão e também a Tomé que dEle
duvidou (Jo 18.25-27; 20.19; Mt 26.31; Mc
14.27; Jo 20.26-29). Ao agir assim com seus
discípulos, Jesus dava-lhes outra oportuni­
dade e uma nova chance.
► 2.3 – Perdoando a todos.
Mesmo sendo
perseguido e hostilizado pelo povo, pregado
na cruz, sentindo dores excruciantes, Jesus
orava ao Pai pedindo que Deus não lhes im­
putasse aquele pecado: “ Pai, perdoa-lhes,
porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).
Não há amor maior que este (Jo 15.13; 3.16).
Contudo, é justamente esse tipo de amor
que Deus espera que tenhamos (1 Jo 3.16).
► AUXÍLIO DIDÁTICO 2
Neste tópico, é possível ver a grandeza do
caráter do Senhor Jesus quando, de sua prisão,
Ele se recusa a usar a força bruta e nem reivin­
dica proteção celestial. Seu amor ultrapassa
qualquer palavreado, pois custou sua vida. Em
tudo isso, vemos o caráter firme do Filho de Deus
que, disposto a realizar a vontade do Pai, não
recuou, mas seguiu adiante mesmo em tamanha
adversidade.
3. O CARÁTER DE JESUS
EVIDENCIADO EM SEU RELACIO­
NAMENTO COM DEUS
► 3.1 – A obediência de Jesus em relação
ao Pai.
Enviado pelo Pai para cumprir sua
missão, ainda em sua adolescência, Jesus
demonstrou ter essa consciência, pois che­
gou a perder-se de José e Maria por estar
envolvido em um debate com doutores da
Lei (Lc 2.41-50). Resoluto em seu propósito,
dizia que não veio para fazer a sua vontade,
e sim a vontade daquEle que o enviara (Jo
6.38). Seu compromisso era tão real, que
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Discipulando Professor 1 |
afirmava que sua comida era fazer a vontade
de seu Pai (Jo 4.34). Isso fazia porque, como
diz o hino cristológico de Filipenses 2.5-11,
mesmo sendo divino, não tinha apego a sua
igualdade com o Pai.
► 3 .2 – Adorando ao Pai.
É maravilhoso ver
que Jesus glorificava a Deus pelas bênçãos que
o Pai concedia às pessoas. Foi assim ao glorificar
a Deus por Ele ter revelado a chegada do seu
Reino para os simples em vez de privilegiar os
poderosos (Mt 11.25; Lc 10.21). Da mesma forma
aconteceu na ressurreição de Lázaro, Jesus glo-
rificou ao Pai por atendê-lo, mais uma vez, como
sempre fazia (Jo 11.41). Falando de sua morte aos
religiosos do seu tempo, Jesus pediu ao Pai que
glorificasse a si mesmo, ou seja, demonstrasse
que estava de acordo com a afirmação da morte
do Filho de Deus (Jo 12.27,28). Quando a voz
veio, e disse que já havia “glorificado” e outra
vez o glorificaria, o Mestre afirmou que a voz
não tinha soado por amor dEle, mas por amor
ao povo (Jo 12.29,30).
► 3.3 – Deus precisa orar?
Finalmente,
uma das maiores demonstrações de sua hu-
u
Jesus
glorificava
a Deus pelas
bênçãos que
o Pai concedia
às pessoas.
manidade e submissão, era o fato de que Jesus,
mesmo sendo Deus, orava ao Pai, passando
noites inteiras em oração (Lc 6.12). Caberia até
mesmo a pergunta; “ Deus precisa orar?” Se orar
for somente pedir, talvez não. Mas acontece
que orar é dialogar com o Pai, por isso Jesus
o fazia. E orar pedindo, mesmo sabendo que
não seria atendido? Assim aconteceu no Get-
sêmani (Mt 26.39; Mc 14.35,36; Lc 22.41,42).
Mas, como fica claro, Ele estava empenhado
em fazer a vontade do Pai e não a sua.
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 3
O grande educador cristão Howard Hendricks
disse que as maiores lições de Jesus foram en­
sinadas por meio de seu exemplo. “Considere
a vida de oração de nosso Senhor. Ele orava a
respeito de tudo. Estude o evangelho de Lucas
em busca de detalhes. Por que os discípulos
pediram que Jesus os ensinasse a orar? (Lc 11.1).
É a única coisa que os discípulos lhe pediram que
os ensinasse, porque toda vez que iam procurá-lo
notavam que Ele estava engajado na oração. Por
isso concluíram: ‘Isto deve ser essencial para a
vida e o ministério’. Alguém já pediu a você, na
qualidade de mestre, que o ensinasse a orar,
pelo fato de o ter encontrado muitas vezes em
oração?” (GANGEL, Kenneth O.; HENDRICKS,
Howard G. (Eds.).
Manual de Ensino para o
Educador Cristão.
Compreendendo a natureza,
as bases e o alcance do verdadeiro ministério
cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.17).
| Discipulando Professor 1 |
CONCLUSÃO
Pelo pouco que analisamos no espaço dessa
lição, há um caminho muito claro a ser trilhado
por aqueles que creem em Jesus Cristo e que,
por isso mesmo, devem procurar adequar-se
ao caráter do seu Mestre. Tal não pode ser feito
com o simples ato de se decorar pontos dou­
trinários ou reproduzir costumes religiosos,
mas é na arena da vida, da dura realidade do
mundo, que devemos viver como Jesus viveu.
APROFUNDANDO-SE
Ao longo do texto foi comentado, ao
menos duas vezes, sobre o “ Hino cris-
tológico” de Filipenses 2.5-11. Há uma
corrente interpretativa que defende essa
porção bíblica como sendo um hino que
era cantado na igreja do primeiro século.
É discutível se ele já existia e Paulo o
utilizou ou se Paulo é o seu compositor.
Independentemente de ser ou não um
hino, o fato relevante é a mensagem que
o material objetiva passar: Os que creem
em Jesus devem ter o mesmo sentimen­
to, ou disposição, que houve no Filho
de Deus. Para saber mais leia
Matthew
Henry Comentário Bíblico Novo Testa­
mento
Atos a Apocalipse.
1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2008, pp.617-18.
SUGESTÃO
DE LEITURA
^ Manual de Ensino para o Educador
Cristão
Uma seleção de princípios e práticas,
incluindo preciosos esclarecimentos tanto
para o professor iniciante como para o
experiente.
► Um Mestre Fora da Lei
Ele ainda é Ele mesmo, e está disponível para
todos aqueles que gostariam de conhecê-lo.
VERIFIQUE SEU
A P R E N D IZ A D O
1 . Qual é o primeiro grande traço do caráter
de Jesus colocado na lição?
R. A humildade.
2 . Além da fala, Jesus ensinava utilizando
qual outro método?
R. O exemplo, pois muitas lições de Jesus
foram ensinadas no silêncio de suas ações e
postura.
3 . Em sua opinião, qual a importância do fato
de Jesus não usar o seu poder para livrar-se
da tentação e do sofrimento?
R. Apesar de a resposta ser pessoal, é inte­
ressante que ela contemple o fato de Jesus ter
demonstrado, com essa atitude, uma nobreza
de caráter infinitamente superior a tudo que já
vimos. Além disso, ela evidencia a capacidade
humana em rejeitar a tentação.
4 . O que Jesus proporcionou aos seus dis­
cípulos, agindo com perdão e amor, diante do
abandono, da negação e da incredulidade?
R. Amor.
5 . Sendo Deus, por que Jesus orava?
R. Para dialogar com o Pai.
► Que um dos títulos atribuídos a Jesus, a partir
do que diz o profeta Isaías (53.1 -12), é o de “Ser­
vo Sofredor”? E que, como previu o chamado
profeta messiânico, o fato de Jesus assim se
apresentar foi uma das causas de sua rejeição
por parte dos judeus? Foi assim porque o povo
esperava um Messias, ou Cristo (“ungido”),
com os mesmos traços dos reis poderosos e
pomposos da antiguidade. Entretanto, quan­
do chegou o tempo determinado por Deus, o
Pai enviou seu Filho chamado Jesus e, como
o Mestre revelou-se simples, acabou sendo
rejeitado e visto como alguém não qualificado.
Todavia, como informa João 1.11-13, Ele “Veio
para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o
poder de serem feitos filhos de Deus: aos que
creem no seu nome, os quais não nasceram
do sangue, nem da vontade da carne, nem da
vontade do varão, mas de Deus”.

 

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