LIÇÃO 3 Quem é Jesus

REVISTA DISCIPULANDO CPAD - 1º CICLO - CONHECENDO JESUS E O REINO DE DEUS
TEXTO BÍBLICO BASE

Marcos 1.1-8
1 – Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho
de Deus.
2 – Como está escrito no profeta Isaías: Eis que
eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual
preparará o teu caminho diante de ti.
3 – Voz do que clama no deserto: Preparai o ca­
minho do Senhor, endireitai as suas veredas.
4 – Apareceu João batizando no deserto e pre­
gando o batismo de arrependimento, para
remissão de pecados.
5 – E toda a província da Judeia e todos os habitan­
tes de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram
batizados por ele no rio Jordão, confessando
os seus pecados.
6 – E João andava vestido de pelos de camelo
e com um cinto de couro em redor de seus
lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre,
7 – e pregava, dizendo: Após mim vem aquele
que é mais forte do que eu, do qual não sou
digno de, abaixando-me, desatar a correia
das sandálias.
8 – Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água;
ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.
MEDITAÇÃO
“E ele é antes de todas as coisas, e todas
as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do
corpo da igreja; é o princípio e o primogênito
dentre os mortos, para que em tudo tenha a
preeminência, porque foi do agrado do Pai que
toda a plenitude nele habitasse e que, havendo
por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por
meio dele reconciliasse consigo mesmo todas
as coisas, tanto as que estão na terra como as
que estão nos céus”
(Cl 1.17-20).
REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
► SEGUNDA – Gênesis 3.15
► TERÇA – Deuteronômio 18.15-19
► QUARTA-Jó 19.25
► QUINTA-Isaías 53.1-12
► SEXTA – Lucas 2.25-32
► SÁBADO
– Filipenses 2.5-11
Discipulando Professor 1
O R IE N TA Ç Ã O A O
PROFESSOR
INTERAGINDO COM O ALUNO
A aula de hoje é uma das mais importantes
desse primeiro ciclo de estudos, pois fala do
Salvador do mundo, Jesus Cristo. Embora o
estudo acerca do Filho de Deus seja elaborado
sempre a partir do seu nascimento, a proposta
da presente lição é abordá-lo tendo como ponto
de partida as profecias, e também a expectativa
judaica, sobre a sua pessoa. Tal conhecimento
é importante, pois há enormes diferenças entre
a esperança da igreja e a expectativa judaica.
A ideia é justamente prover os conhecimentos
necessários com o objetivo de proporcionar ao
aluno o entendimento correto da estrutura bíblica
e do propósito da encarnação do Filho de Deus.
Na realidade, o objetivo maior é evidenciar, além
do aspecto salvífico, o quanto Jesus valorizou a
humanidade ao fazer-se igual a nós. Esse, inclu­
sive, é ponto importante para o ensino posterior
acerca da santidade, pois muitos acreditam que
ser santo implica deixar de ser humano.
OBJETIVOS
Sua aula deverá alcançar os se­
guintes objetivos:
> Demonstrar,
com o auxílio das profecias,
o quanto Deus nos ama, pois providenciou
uma nova referência do que significa ser
humano;
► Explicitar
as conseqüências, e a importân­
cia, de Jesus ter afirmado que era o Filho
de Deus;
► Historiar
panoramicamente a vida terrena
de Jesus de Nazaré.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
Para esta aula, procure instigar os alunos
com alguns questionamentos acerca da pessoa
de Jesus. Concentre-se na encarnação do Filho
de Deus, e valorize tal ato realizado por parte
de Cristo. Destaque não apenas o aspecto
do “rebaixamento” divino, mas, sobretudo, a
dignificação e o privilégio de sabermos que o
nosso Deus partilhou de nossa humanidade. No
intuito de “quebrar o gelo” , inicie a aula com a
sugestão que segue.
Todos nós fazemos planos. Em cada início
de ano, é comum planejarmos o que preten­
demos atingir nos próximos 365 dias que, em
tese, temos pela frente. Excetuando o fato de
que existem anos bissextos (com 366 dias) e
de também não podermos findar o novo ano;
qual é o sinal de que estamos fora dos planos
de Deus? A maioria das pessoas certamente
acredita que é quando as coisas não dão certo.
Se Jesus pautasse sua missão e trajetória por
esse prisma, o que será que Ele acharia de si
mesmo? Que estava na direção de Deus? E
você, o que pensa quando as coisas não dão
certo? E quando acontece o contrário?
18
I Disciüulando Professor 1 I
COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO
Toda e qualquer pessoa defende o seu
direito de ir e vir, de expressar-se, de emitir
sua opinião e de professar suas preferências
políticas e também religiosas. É desnecessário
perguntar o quanto é triste perder a liber­
dade. Como vimos na lição anterior, Israel,
por desobediência, perdera tal condição (Lv
18.24-28; 20.22-24). Deus já os havia adverti­
do de que se procedessem como as demais
nações, assim como as desapropriara para
Israel ocupar o lugar delas, de igual forma Ele
faria com o povo escolhido (Dt 28.15-68). No
exílio, os descendentes de Abraão passaram
a ouvir mensagens proféticas de libertação
através de homens que Deus enviara, tanto
para repreender os reis, quanto para exortar
o povo (2 Rs 21.1-18; 2 Cr 24.17-22; 36.11-21).
Assim, os herdeiros de Abraão passaram
a ter esperança e a ansiar cada vez mais a
vinda de tal libertador, ou Messias, isto é, o
redentor capaz de libertá-los, restituindo-os
definitivamente (Lc 2.25-32). Ocorre, porém,
que a libertação que tal redentor viria trazer
ia muito além do anseio político dos judeus,
pois atingiu não somente a eles, mas também
a todo o mundo, inclusive nós, e até mesmo
o universo (Lc 2.8-20; Ef 1.7-10; Cl 1.13-23).
1 . 0 FILHO DO HOMEM
1.1 – A primeira profecia acerca do Li­
bertador.
Ainda nos primórdios da humanidade,
quando a serpente enganara a Eva, o texto de
Gênesis 3.15 informa que um descendente
da mulher, esmagaria a cabeça da serpente
(“ réptil” que, na Bíblia, tipifica Satanás, cf. Ap
12.9; 20.2). Em sua bondade e misericórdia,
o Criador sabia que a humanidade caída se
tom aria escrava de seus próprios desejos
egoístas, por isso, ali mesmo, o Senhor fez
tal promessa que antevia a necessidade da
libertação humana. Como já vimos na primeira
lição, tal profecia é chamada de protoevangelho,
isto é, um vislumbre antecipado do que Deus
efetivamente faria através do seu Enviado (Mc
1.1-8; Lc 4.14-30).
> 1.2 – A segunda profecia acerca do
Libertador.
A despeito de Israel ansiar por
um redentor apenas no exílio, tal já havia sido
profetizado por Moisés que, devidamente
inspirado por Deus, profetizara que o Senhor
despertaria um profeta do meio do povo,
isto é, da própria comunidade de Israel, que
certamente seria ouvido e não desobedecido
como fizeram com o legislador (Dt 18.15). Tal
seria assim porque Deus mesmo colocaria as
palavras em sua boca e Ele então falaria sem
hesitar tudo que o Senhor ordenasse (Dt 18.18).
A advertência divina era que todos os que não
ouvissem tal Enviado, teriam de prestar contas
a Deus por tal descaso (Dt 18.19 cf. Jo 12.48).
► 1.3 – O Filho do Homem ou “último
Adão”.
Apesar de a expressão “filho do ho­
mem” ser muito corriqueira na Bíblia (no livro
de Ezequiel seu uso é abundante), em parte
alguma do texto ela é devidamente explicada,
de forma a se presumir tratar-se de um título
que objetiva destacar a humanidade, isto é, a
não especialidade de alguém enviado por Deus,
pois a pessoa, em si, não tem superpoderes
(Dn 8.17 cf. Tg 5.17,18). No entanto, quando a
expressão é utilizada de forma profética, re­
ferindo-se a alguém que transcende, ou seja,
que ultrapassa o acontecimento histórico de
quem está profetizando, diz respeito ao Enviado
especial de Deus, cuja identificação com a
nossa humanidade se faz necessária para que
Ele possa ser ouvido: “ Eu estava olhando nas
minhas visões da noite, e eis que vinha nas
| Discipulando Professor 1 I
nuvens do céu um como o filho do homem;
e dírigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram
chegar até ele” (Dn 7.13 cf. Ap 1.13; 14.14). É
possível notar que depois de Ezequiel e Daniel
que, inclusive, não deram a si mesmos esse
título, mas foram, por Deus, assim chamados,
o único a ter tal título atribuído a si mesmo,
inclusive por Ele, foi Jesus (a expressão é
abundantemente citada nos quatro Evangelhos).
Em Romanos, e também na primeira
epístola aos Coríntios, Paulo refere-se ao
Enviado de Deus como o “ último Adão” que
tem poder e legitimidade de representar a
humanidade, tal como o primeiro Adão o fizera
no Jardim do Éden (Rm 5.12-21; 1 Co 15.21-49).
Assim como aquele era homem, este último
também o é! A diferença entre ambos é que,
enquanto o primeiro sucumbiu à tentação, o
último, embora em tudo tenha sido tentado,
não pecou. E é justamente nisso que Ele, ao
mesmo tempo em que se identifica conosco,
se distingue do outro Adão, podendo nos
ajudar (Hb 2.5-18; 4.14-16).
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 1
Além da ideia do protoevangelho que, de
certa forma, já foi contemplada no próprio texto
a que o aluno tem acesso, um dos assuntos
centrais desta lição é o paralelo que o apóstolo
Paulo faz entre Adão e Jesus, sobretudo pelo
fato de que diz respeito à salvação (Rm 5.12-21).
“A última frase do versículo 14 identifica Adão
como ‘figura’ , ou padrão, tipo
(typos),
de
Cristo. Quer dizer, há uma semelhança entre
os dois homens. Adão e Cristo inauguraram
uma era na história da salvação, e suas ações
determinaram a natureza da existência para
aqueles que vivem em cada era. Este tópico
Paulo desenvolverá em plena comparação
nos versículos 18 e 19, mas antes de explicar
a relação tipológica, ele apresenta a qualifica­
ção. Ele quer que seja entendido que as ações
dos dois não devem ser vistas em condições
iguais” (JOHNSON, Van. “ Romanos” In AR-
RINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger
(Eds.).
Comentário Bíblico Pentecostal Novo
Testamento.
1.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2003, p.845). Na realidade, se o pecado pro­
duziu todo o mal de que se tem notícia, muito
mais o dom gracioso do Criador (Rm 5.15). 0
mesmo autor afirma que nos “versículos 18 a
21, Paulo finalmente completa a comparação
‘assim como… assim’ que ele havia deixado
inacabada no versículo 12. Em duas orações
grandemente paralelas, Paulo estabelece a
relação tipológica de Adão e Cristo — uma
relação que ele vem qualificando desde o
versículo 15. Paulo mostra maneira na qual o
ato de Cristo inverteu as conseqüências do ato
de Adão” (Ibid.). Assim é que no “versículo 18,
o ato que trouxe condenação é colocado em
oposição pelo ato justo que trouxe justificação
[…]. A justificação dá vida a todos, o que —
levando em conta o contexto precedente (vv.
9,10,17) — representa vida no outro mundo.
No versículo 19 é o ato da desobediência (o
pecado de Adão) que é colocado em contraste
com um ato de desobediência (a morte de
Cristo; veja vv.6-10; cf. Fp 2.8: ‘Sendo obe­
dientes até à morte’)” . Dessa forma, o que fica
claro é o fato de que existem “ duas esferas
de existência — uma associada com Adão e
a outra com Cristo. Os que não receberam
a graça de Deus existem somente na esfera
do pecado e da morte. Embora os crentes
ainda sejam afetados pela esfera da morte
que domina este mundo, eles não são domi­
nados pelo pecado e pela morte. A influência
primária sobre o cristão no período interposto
20
| Discipulando Professor 1 |
antes da volta do Senhor é a esfera da graça
na qual o poder de Deus é expresso em atos
graciosos” (Ibidem.).
2. O FILHO DE DEUS
► 2.1 – A pré-encarnação do Filho de
Deus.
O evangelho de João, em seu capítulo
primeiro, chamado de “ prólogo”, informa que
a existência do Filho de Deus, identificado
no texto pela expressão “Verbo”, antecede
em muito o seu nascimento humano. É o que
chamamos de “ pré-encarnação”, isto é, sua
existência antes de tornar-se um ser humano
como nós (Jo 1.1-14). Justamente por isso o
apóstolo do amor informa, inclusive, que tudo
o que existe foi igualmente feito, ou criado, não
apenas por Deus, mas também pelo Filho de
Deus (v.3). É glorioso pensar no fato de que,
mesmo com toda essa importância, diz João,
“o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e
vimos a sua glória, como a glória do Unigênito
do Pai, cheio de graça e de verdade” (v.14).
► 2 .2 – 0 “nascimento” do Filho de Deus.
A própria simplicidade do nascimento terrenal
do Filho de Deus demonstra o quanto Ele, a
despeito de ser divino, se sujeita a identificar-se
conosco naquilo que é mais comum, simples
e trivial (Lc 2.1-38). Sua discrição contrasta
com a pompa e a grandiloqüência humanas.
É bem por isso que Herodes surpreende-se
com a informação dos magos do Oriente de
que nascera, em Belém, um rei (Mt 2.1-12).
Temendo perder o seu posto, e na intenção
de exterminar o Filho de Deus, o malévolo
governador da Judeia, mandou então que se
assassinasse todos os meninos belemitas de
até dois anos (Mt 2.13-18). Felizmente, divi­
namente avisado, José, esposo de sua mãe
Maria, considerado pai terreno de Jesus, fugiu
com ela e o menino para o Egito, escapando
assim da crueldade herodiana.
► 2 .3 – 0 que significa ser “Filho de Deus”.
Em um de seus embates com os religiosos de
sua época, ao utilizarem a figura de Abraão
inquirindo Jesus se Ele achava-se mais impor­
tante que o patriarca, o Mestre respondeu que
Abraão ansiou por vê-lo atuando e que, pela fé
“viu”, tendo, por isso, se alegrado (Jo 8.53,56).
Indignados com essa afirmação, e alegando
o fato de Jesus não ter ainda cinqüenta anos,
sendo por isso impossível ter “visto” Abraão,
o Mestre respondeu que antes do patriarca Ele
“já era”, isto é, já existia (Jo 8.57,58). Em outra
situação, ao revelar ser Filho de Deus, Jesus
sabia que tal pronunciamento significava o
mesmo que afirmar que era semelhante, ou igual,
a Deus (Jo 5.18). Em outras palavras, conforme
os próprios judeus entenderam bem, Ele estava
dizendo que era Deus. 0 propósito primário de
dizer que o Enviado é o Filho de Deus, além
de isso ser verdade, ressalta o caráter de sua
dupla natureza, ou seja, Ele tanto é humano
quanto divino, identificando-se conosco através
de sua humanidade, e com Deus, através de
sua divindade. Assim, é o único, verdadeiro
e exclusivo mediador entre nós e Deus (1 Tm
2.5; Hb 8.6; 9.15; 12.24).
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 2
De capital importância neste segundo
tópico é o fato de que não é possível entender
o “ propósito último da criação ou redenção,
nem entender a existência diária de Deus
ou qualquer revelação espiritual, sem passar
pelo
Logos,
o Filho de Deus” (AKER, Benny C.
“João” , In ARRINGTON, French L ; STRONS-
TAD, Roger (Eds.).
Comentário Bíblico
Pentecostal Novo Testamento.
1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2003, p.496). O mesmo autor
afirma acerca do Evangelho do capítulo primeiro
do Evangelho de João que os “versículos 1 a 4
narram o estado preexistente de Jesus e como
Ele agia no plano eterno de Deus. ‘No princípio’
(v. 1a) fala da existência eterna da Palavra (o
Verbo). As duas frases seguintes expressam
a divindade de Jesus e sua relação com Deus
Pai. Essa relação é uma dinâmica na qual
constantemente são trocadas comunicação e
comunhão dentro da deidade. O versículo 2
resume o versículo 1 e prepara para a atividade
divina fora da relação da deidade no ve
| Discipulando Professor 1 |
CONCLUSÃO
Uma única lição é muito pouco para se
falar acerca de quem é Jesus de Nazaré. Na
realidade, tudo o que dissermos jamais será
suficiente para descrever tudo o que Ele repre­
senta e é. O que importa é que já o conhecemos
e devemos permanecer firmes em conhecê-lo
ainda mais, principalmente de forma prática.
Parafraseando o apóstolo do amor, se fôssemos
abordar tudo o que Ele é, e fez, nem “ainda o
mundo todo poderia conter os livros que se
escrevessem” (Jo 21.25).
APROFUNDANDO-SE
Devido a riqueza da expressão grega Lo-
gos,
traduzida no Evangelho de João, em
português, como “Verbo” ou “ Palavra” ,
vale dizer que essa expressão reproduz
“a plena revelação de Deus, da mesma
maneira que a lei, proveniente da escrita
das Escrituras hebraicas até a sua época,
era uma revelação de Deus” (Benny
C.
Aker. João In French L. Arrington e Roger
Stronstad (Eds.).
Comentário Bíblico Pentecostal
Novo Testam ento.
2.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2004, p.495).
Dou­
trinas Bíblicas.
Os
Fundamentos da
nossa Fé.
5.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
pp.72,74).
SUGESTÃO
DE LEITURA
► História Eclesiástica
A história sobre a igreja e os apóstolos nos
dias do nosso Senhor, Jesus Cristo.
> Métodos Criativos de Ensino
Ideias práticas e utilizáveis que tornarão o
ensino criativo uma realidade.
A
VERIFIQUE SEU
A P R E N D IZA D O
1
. De acordo com a lição, por que Jesus era
chamado de “ Filho do homem”?
R. Como Enviado especial de Deus, tal
identificação com a nossa humanidade se fez
necessária para que Ele pudesse ser ouvido.
2 . Qual a principal diferença entre o primeiro
e o “último” Adão?
R. A diferença entre ambos é que, enquan­
to o primeiro sucumbiu à tentação, o último,
embora em tudo tenha sido tentado, não pecou.
3 . De acordo com o texto de João 5.18, o que
significava Jesus dizer que era o Filho de Deus?
R. Ele estava dizendo que era Deus.
4 . É possível falar detalhadamente a res­
peito da infância, adolescência e juventude de
Jesus? Por quê?
R. Não. A Bíblia silencia a esse respeito,
por isso, qualquer exploração do tema é mera
especulação.
5 . Se Jesus não tinha pecado, por que Ele se
apresentou a João para ser batizado?
R. Jesus queria identificar-se com as
pessoas de seu tempo e assim “cumprir toda
a justiça” .
► Que João Batista, mesmo após ter dito que
Jesus era o Cordeiro de Deus, por ser judeu,
estando encarcerado, mandou que os seus
discípulos perguntassem a Jesus se este era
mesmo quem os judeus esperavam ou se
deveriam esperar outro (Lc 7.19,20), simples­
mente pelo fato de que Jesus não correspondia
à visão que os judeus tinham do libertador?
Enquanto eles esperavam um libertador polí­
tico, terreno, Jesus dissera que os sinais que
Ele realizava eram inequívocos de que o Reino
de Deus chegara (Lc 7.21,22). Entretanto, como
Ele disse a Pilatos, o seu Reino é eterno, não é
deste mundo (Jo 18.36 cf. Lc 11.20).
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