Lição 12 SENDO UM DISCÍPULO DE JESUS

REVISTA DISCIPULANDO CPAD - 1º CICLO - CONHECENDO JESUS E O REINO DE DEUS
TEXTO BÍBLICO BASE
João 15.1-11
1 – Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o
lavrador.
2 – Toda vara em mim que não dá fruto, a tira;
e limpa toda aquela que dá fruto, para que
dê mais fruto.
3 – Vós já estais limpos pela palavra que vos
tenho falado.
4 – Estai em mim, e eu, em vós; como a vara
de si mesma não pode dar fruto, se não es­
tiver na videira, assim também vós, se não
estiverdes em mim.
5 – Eu sou a videira, vós, as varas; quem está
em mim, e eu nele, este dá muito fruto, por­
que sem mim nada podereis fazer.
6 – Se alguém não estiver em mim, será lança­
do fora, como a vara, e secará; e os colhem
e lançam no fogo, e ardem.
7 – Se vós estiverdes em mim, e as minhas
palavras estiverem em vós, pedireis tudo o
que quiserdes, e vos será feito.
8 – Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito
fruto; e assim sereis meus discípulos.
9 -Como o Pai me amou, também eu vos amei
a vós; permanecei no meu amor.
10 – Se guardardes os meus mandamentos, per-
manecereis no meu amor, do mesmo modo
que eu tenho guardado os mandamentos de
meu Pai e permaneço no seu amor.
11 – Tenho-vos dito isso para que a minha
alegria permaneça em vós, e a vossa alegria
seja completa.
MEDITAÇÃO
“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam
nele: Se
ras
permanecerdes na minha palavra,
verdadeiramente, sereis meus discípulos e co-
nhecereis a verdade, e a verdade vos libertará ”
(Jo 8.31,32).
REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
► SEGUNDA – Lucas
6.12-16
► TERÇA – Mateus 10.24,25
► QUARTA – Marcos 8.34
► QUINTA – Lucas 14.33
► SEXTA – João 6.66
► SÁBADO-João 13.35
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| Discipulando Professor 1 |
O R IE N TA Ç Ã O A O
PRO FESSO R
INTERAGINDO COM O ALUNO
Interagindo com o aluno
Estamos chegando ao final desse pri­
meiro ciclo de estudos. Se olharmos para
trás e verificarmos o ponto de onde partimos,
constataremos que passamos, juntamente
com os nossos alunos, de um estágio onde
o saber deles era genérico e incipiente, e
avançamos para outro onde o conhecimento
e informações são mais organizados e siste­
máticos. Isso não significa que não haja mais
o que aprender. Justamente o contrário! Com
os fundamentos lançados nesse primeiro
ciclo de estudos, estabeleceu-se uma base
para tudo o que ainda será ensinado e cons­
truído na trajetória de fé dos discipulandos.
OBJETIVOS
Sua aula deverá alcançar os
seguintes objetivos
► Explicitar a metáfora da videira, explicando
o seu sentido;
► Incentivar a aplicabilidade prática dos
conceitos da metáfora da videira;
► Recordar o valor do novo mandamento
como algo que caracteriza e identifica o
discípulo de Cristo.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
A quantidade de informação a que hoje
temos acesso era inimaginável há apenas
uma década. Com o advento da internet,
particularmente, ao mesmo tempo em que se
pode saber, por incrível que pareça, é impos­
sível acompanhar todos os canais e/ou mídias
existentes e, por conseguinte, absorver toda
a informação disponibilizada. A produção de
livros é igualmente admirável. Novas obras
chegam a cada minuto no mercado editorial e,
da mesma forma, é humanamente impossível
acompanhar tudo o que há de novo, mesmo
em uma área de nossa especialidade. A
formação continuada é, atualmente, mais do
que nunca uma realidade e questão obriga­
tória em todas as áreas. Não é mais possível
alguém ser especialista em uma determina­
da área sem fazer constantes atualizações.
Isso não se falando de atualizações formais
como cursos e especializações, mas lendo,
diariamente, literatura especializada para
manter-se informado acerca de novidades,
descobertas, avanços etc.
Tendo essa reflexão inicial como ponto
de partida, converse com os alunos acerca
da importância do discipulado permanente,
tendo claro que você, como parte do Corpo
Discipulando Professor 1
de Cristo, também é um discípulo do Mestre.
Inquira-os: O que signifjca ser um discípulo?
Você acha que, tendo Jesus como Mestre, é
possível concluir o processo de discipulado,
ainda nesta vida, e assim poder abrir mão do
Senhor como nosso Sumo Ensinador? Você
acredita que existe alguém que saiba tanto a
ponto de não ter mais nada a aprender com
o Filho de Deus? Mesmo em se tratando de
conhecimento teórico, do que está exposto
nos quatro Evangelhos, acerca de Jesus de
Nazaré, você acredita que alguém consiga
saber tanto que não precise mais estudar
e pesquisar? E quanto ao “conhecimento
prático” ; você crê que há alguma pessoa que
já conheça o Mestre tão bem que não mais
necessite ter experiência com Ele? Se não
conhecemos nós mesmos de forma comple­
ta, será possível conhecer o Senhor Jesus
Cristo, que é Deus, completamente? Ainda
há muito por saber e experienciar com Ele. A
caminhada está apenas no início.
COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO
Em lições anteriores, abordamos o assunto
de que, no tempo de Jesus, a sociedade era
dividida por facções e grupos compostos por
pessoas que se achavam melhores que as outras.
As disputas eram constantes e invariavelmente
as pessoas trocavam de mestre. Nesse contexto,
surge Jesus trazendo uma proposta comple­
tamente distinta e radical, pois Ele não oferece
uma ideia, mas anuncia um novo tempo (Mc
1.15). Jesus não promete que os seus discípulos
terão benesses, ao contrário, Ele os previne de
que no mundo serão afligidos, e promete-lhes
apenas companheirismo de pessoas, embora
com perseguições, culminando na vida eterna
futura (Jo 16.33; Mt 19.27-29; Mc 10.28-30; Lc
18.28-30). Na realidade, para seguir Jesus é
necessário, de pronto, que se tenha fé, pois Ele
não modula seu discurso para que as pessoas
passem a tê-lo em alta conta, nem ilude os seus
seguidores com a ideia de que eles obterão
alguma vantagem imediata, ou material, por
segui-lo (Jo 6.60-69; Mt 8.18-20; Lc 9.57-59).
Uma das poucas promessas que Jesus fez em
relação ao discipulado, é que quem estivesse
disposto a segui-lo, permanecendo em sua pa­
lavra, teria, de fato, a possibilidade de conhecer
a verdade e esta, por sua vez, o libertaria (Jo
8.31,32). Tal é assim porque o conhecimento
íí
para seguir
Jesus é
necessário,… que
se tenha fé, pois
Ele não modula
seu discurso para
que as pessoas
passem a tê-lo
em alta conta,
nem ilude os seus
seguidores com
a ideia de que
eles obterão
alguma vantagem
imediata
jj
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da verdade proposto por Jesus, diz respeito
a disposição do discípulo em conhecer ainda
mais o próprio Mestre que, como se sabe, não
é somente um ser humano, mas também nosso
Deus (Jo 14.6; 17.17; 20.28).
1. PERMANECENDO EM CRISTO
E PRODUZINDO O FRUTO DO
AMOR
► 1.1 – A metáfora da videira.
Dentre as
várias metáforas utilizadas por Jesus para
exemplificar a sua relação com seus discípu­
los, temos a da videira que, ao ser analisada,
revela um profundo valor atribuído pelo Mestre
a nosso respeito (Jo 15.1-8). Em se tratando de
judeus, é preciso lembrar ainda que a videira, e
seu produto, a uva, são elementos essenciais
da culinária e gastronomia judaica. É tanto
que, para exemplificar o quanto a presença de
Deus era mais importante que qualquer coisa
e que, por isso, o profeta adoraria o Senhor em
qualquer circunstância, Habacuque refere-se à
videira da seguinte forma: “ Porquanto, ainda que
a figueira não floresça, nem haja fruto na vide;
o produto da oliveira minta, e os campos não
produzam mantimento; as ovelhas da malhada
sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas,
todavia, eu me alegrarei no
S e n h o r,
exultarei no
Deus da minha salvação” (Hc 3.17,18).
► 1 .2 -O P a ié o lavrador.
Além de dizer que
era a videira, Jesus também afirmou que o Pai
era o lavrador (Jo 15.1,2). Com alguma experiência
na área da agricultura, podemos seguramente
dizer que a única coisa que cresce sem cuidados
em uma lavoura ou plantação, é erva daninha.
Contrariamente, toda boa planta precisa de
cuidados e, portanto, de cultivo. Uma vez que o
Pai é o lavrador ou cultivador, não há a mínima
chance de se colocar em suspeita o seu cuidado
e dedicação. Ele, sem dúvida alguma, esmera-se
na realização de um bom trabalho com os ramos.
► 1.3 – Nós, discípulos, somos os ramos. O
Mestre informa que nós, seus discípulos, somos
os ramos dessa videira (Jo 15.5). Portanto, esta­
mos em Cristo, recebendo todos os nutrientes
de sua seiva e, além disso, ainda recebemos
os préstimos e cuidados do lavrador que é o
Pai. Apesar de a mensagem ser alentadora, ela
também contém uma séria advertência inicial:
“Toda vara em mim que não dá fruto, a tira” (Jo
15.2). Quando uma vara (ou ramo) é tirada ou
cortada, dentro de poucos minutos murcha e
perde toda vitalidade, não servindo para mais
nada, não restando alternativa alguma a não ser
jogá-la fora, pois como já foi dito, ela secará e
acabará recolhida e lançada no fogo para ser
queimada (Jo 15.6).
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 1
Este penúltima lição é, biblicamente
falando, sumamente expositiva, por isso, é
importante aprofundar-se no tema para le-
cioná-la com segurança bíblica. “Conflito vem
à tona em João 15.1 com: ‘Eu sou a videira
verdadeira, e meu Pai é o lavrador’. Neste
versículo, ‘eu’ e ‘verdadeira’ em grego são
enfáticos. Assim, em contraste com os outros
(i.e., os líderes religiosos) que reivindicam ser
parte do verdadeiro povo de Deus, Jésus e
Seus seguidores emergem como o verdadeiro
povo. Isto enfatiza sua singularidade como o
caminho para Deus” (AKER, Benny C. João In
ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger
(Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo
Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004,
p.586). Acerca dos versículos 3 a 5 o mesmo
autor diz que eles “ falam da união de Jesus e
Discipulando Professor 1
os crentes em termos figurativos dos ramos e
do tronco. Jesus expressa o fato desta união
com as palavras: ‘Vós já estais limpos pela
palavra que vos tenho falado’ (v.3). Mas o
resultado dessa união é o processo de cres­
cimento — em termos figurativos: dar frutos.
Considerando que um ramos não pode dar
fruto a menos que esteja ligado ao tronco
(i.e., a pessoa tem de estar [permanecer] em
Cristo), o fruto tem um significado certo. No
contexto dos capítulos 13 a 17, o fruto é o amor,
característica fundamental de Deus. Para po­
der viver como Deus, a pessoa tem de nascer
de novo (i.e., ter vida eterna) e segui-lo. Este
amor tem de ser desenvolvido pelo ‘processo
da poda” ’ (Ibid.).
2. VIVENDO PARA A GLÓRIA
DE DEUS
► 2.1 – O significado da metáfora.
Quan­
do o Senhor utiliza a metáfora da videira para
exemplificar a relação entre o Pai, Ele e nós;
deixa claro que há uma interdependência entre
todos os elementos envolvidos na narrativa,
pois é evidente que se os ramos não estiverem
ligados, ou fazendo parte da videira, significa
que estarão mortos (Jo 15.4-6). Por outro lado,
ao dizer que Ele é a videira, ou seja, o “tronco” e
nós, os ramos, Jesus deixa claro que nós somos
quem damos frutos, pois quem conhece uma
videira, ou “ pé de uva”, sabe que a fruta não
brota, ou nasce, no tronco e sim nos ramos,
nas extremidades das varas! Dessa maneira,
o nosso amado Jesus digna-se a conceder-
nos a participação em seu Reino, dando uma
importância sem igual, pois o tronco jamais é
cortado, e sim os ramos. Logo, o Pai trata-nos
diretamente quando estamos em Jesus.
2.2
– A petição do discípulo.
Nesse ponto
há muitos equívocos, pois as pessoas não atinam
para o fato de que o “pedir” está diretamente
relacionado ao estar em Jesus (Jo 15.7). Assim,
as petições de quem amalgamou-se, isto é,
misturou-se a Jesus a ponto de ser confundido
com Ele (Jo 6.57; 10.30; Gl 2.20; Fl 1.21), jamais
serão egoísticas e mesquinhas, pois estarão em
consonância com a natureza dEle que, como
já foi falado em lições anteriores, glorificava ao
Pai pelas bênçãos que o Criador concedia aos
discípulos (Mt 11.25). Só poderemos pedir tudo
o que quisermos se estivermos em Cristo e,
estando nEle, certamente as nossas petições
serão condizentes com a vontade dEle (Jo 4.34;
5.30; 6.38).
► 2.3 – A glorificação do Pai através da
vida do discípulo.
Além de agradecer a Deus
pela chuva, a boa qualidade do solo e também
das condições climáticas, uma das primeiras
coisas que alguém faz ao deparar-se com uma
bonita plantação, é parabenizar o agricultor,
pois qualquer um sabe que de sua dedicação
também depende o sucesso da lavoura. Da
mesma forma, Jesus ensinou que se dermos
“muito fruto”, nisto o Pai será glorificado (Jo 15.8).
► AUXÍLIO DIDÁTICO 2
É preciso destacar desse tópico a impor­
tantíssima questão que envolve o “ pedir”, ou
seja, “a observação de que a permanência e
o processo de poda resultam em oração res­
pondida (v.7). O pedido ambíguo no versículo
7 é especificado no versículo 8. ‘Tudo o que
quiserdes’ é direcionado a pedir a Deus que
ajude a pessoa a amar como Ele ama, de forma
que Deus, em resultado disso, receba a glória”
(AKER, Benny C. João In ARRINGTON, French
L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário
Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.587).
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| Discipulando Professor 1 |
3. 0 AMOR COMO CARACTERÍS­
TICA IDENTITÁRIA DO DISCÍPU­
LO DE JESUS
► 3.1 – A frutificação abundante como
prova do discipulado.
Atrelada à realidade da
glorificação do Pai através da abundância da
nossa frutificação, Jesus também condicionou
a veracidade do nosso discipulado, ou seja, o
Mestre afirmou que, além de desse ato glorificar
ao Pai, tal será uma prova de que somos, de
fato, seus discípulos (Jo 15.8). O “ fruto sub­
jetivo”, que é a vivência do amor, produzirá o
“fruto objetivo”, que é justamente o testemunho
externo de nossa fé e do reinado de Deus em
nossa vida que, automaticamente, resultará
na glorificação do Pai e na atração de outras
pessoas que quererão juntar-se a nós.
► 3.2 – A marca identitária é também a
prova definitiva.
Jesus insiste no ponto de que
devemos permanecer nos seus mandamentos,
mas, se lembrarmos bem, basta recordarmos
que há apenas um mandamento o qual é
justamente o do amor: “O meu mandamento
é este: Que vos ameis uns aos outros, assim
como eu vos amei” (Jo 15.12). É por isso que o
Mestre insiste em colocar-se, Ele e o Pai, como
autorreferências para os seus discípulos, pois
se nós realmente estivermos nEle e Ele em nós,
tal deverá ser assim, pois não tem como ser
diferente (Jo 15.9,10).
► 3.3 – A prova definitiva
é
a identificação
completa com a natureza divina.
Muito dife­
rente do que alguém pensa, Jesus não reivindica
a anulação dos discípulos, ao contrário, ao
oferecer o seu amor, bem como o do Pai, Ele
quer que a sua alegria permaneça em nós, pois
assim a nossa alegria será completa, sem nada
faltar (Jo 15.11). Ainda que tenhamos problemas,
e certamente os teremos, nada poderá nos
“separar do amor de Deus, que está em Cristo
Jesus, nosso Senhor!” (Rm 8.39).
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 3
O grande tema desse último tópico é a
frutificação do discípulo que o texto trata como
sendo a alegria e o amor. “A alegria só vem
de permanecer em Jesus. Em seu contexto,
a alegria vem de expressar o amor que vem
de Deus. Poderíamos acrescentar que ela
não depende de circunstâncias. Antes, vem
quando o amor é mostrado, mesmo diante
das circunstâncias mais difíceis, à medida que
os crentes seguem o padrão de Jesus (v.13).
Assim como Ele deu a vida por seus amigos,
assim os crentes dão a sua” (AKER, Benny C.
João In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD,
Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal
Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2004, p.587). Tal era assim, pois, de acordo
com o mesmo autor, a “amizade era impor­
tante no Antigo Testamento, em certas seitas
do judaísmo dos dias de Jesus e no mundo
greco-romano. Ser amigo significava ser leal
e digno de confiança —, indo até a ponto
de morrer —, e compartilhar assuntos sem
reservas” (Ibid.). Benny Aker defende que é
preciso ter esse conhecimento em mente para
compreender a profundidade do que o Mestre
quis ensinar quando, nos versículos 13 a 17
de João 15, Ele “ introduz a palavra ‘amigos’
e suas implicações, constrastando-a com
‘servos [escravos]’. É verdade que escravo é
uma ideia importante no Novo Testamento,
sobretudo nos contextos paulinos. Expressa
a submissão do crente ao Senhor, seu domínio
sobre os discípulos. Aqui, Jesus adiciona outra
dimensão importante para sua relação com
seus seguidores. Este novo termo é social e
está ligado com o grande tema neste Evan­
gelho: a experiência do novo nascimento faz
parte da revelação. Jesus não esconde nada
acerca dos requisitos de ser um seguidor seu
— o Pai não lhe escondeu nada (v.15)” (Ibid.).
O que isso quer dizer? Diz Aker: “ Esta
maneira direta de dar este tipo de informação
dificulta a decisão de seguir Jesus, porque
oferece e exige um caminho de sacrifício
voluntário em vez do método de ser servido.
É por isso que Jesus disse: ‘Não me esco-
Iheste vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e
vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o
vosso fruto permaneça’ (v.16). Aqui ‘nomeei’
é acrescentado a ‘escolhi’ para descrever os
onze discípulos que permanecem e
| Discipulando Professor 1 |
sua obra no mundo. A obra e a Igreja de Deus
não se encontram em vontade ou esforço hu­
manos. O que levou a salvar o gênero humano
do seu dilema estava muito além de sua capa­
cidade. Mas a escolha e nomeação de Jesus
proveem a base de alegria e segurança para
o espírito atormentado” (Ibidem.).
CONCLUSÃO
Apesar de esta primeira revista ser parte
integrante de um pequeno curso, acreditar que
o discipulado é apenas isso seria algo comple­
tamente oposto ao que Jesus ensinou, pois tal
condição dura toda a nossa vida. Enquanto
vivermos somos discípulos de Cristo e, por
isso, devemos permitir que o Espírito Santo nos
molde e talhe segundo o perfil vivido pelo nosso
Salvador (Mt 23.8; 2 Co 3.18; Gl 5.17-26; Ef 4.13).
APROFUNDANDO-SE
A oferta de Jesus para os seus discípulos
não se trata de um chamado para o ativismo e
muito menos uma teorização sem nexo algum
com a realidade. O Mestre viveu na íntegra tal
proposta, pois deixou de fazer a sua vontade
para realizar a do Pai, amou a todos os seus
discípulos, mesmo quando eles o abandonaram e
assim cumpriu em si mesmo o que recomendara
que devemos fazer. Em vez de um capricho ou
coisa parecida, na realidade, o Filho de Deus
visa à completude de nossa alegria.
2 . Qual é o significado da metáfora?
R. Quando o Senhor utiliza a metáfora da
videira para exemplificar a relação entre o Pai,
Ele e nós; deixa claro que há uma interdepen­
dência entre todos os elementos envolvidos na
narrativa, pois é evidente que se os ramos não
estiverem ligados, ou fazendo parte da videira,
significa que estarão mortos (Jo 15.4-6). Por
outro lado, ao dizer que Ele é a videira, ou seja,
o “tronco” e nós, os ramos, Jesus deixa claro
que nós somos quem damos frutos, pois quem
conhece uma videira, ou “ pé de uva”, sabe que
a fruta não brota, ou nasce, no tronco e sim nos
ramos, nas extremidades das varas.
3
.
Por que o discípulo pode pedir o que quiser
estando em Cristo e as palavras de Cristo es­
tando nele?
R. Porque as petições de quem amalgamou-se,
isto é, misturou-se a Jesus a ponto de ser con­
fundido com Ele (Jo 6.57; 10.30; Gl 2.20; Fl 1.21),
jamais serão egoísticas e mesquinhas, pois
estarão em consonância com a natureza dEle.
4
.
Qual o valor da frutificação para Deus?
R. Na frutificação Deus é glorificado e
também provamos que somos verdadeiramente
discípulos do Senhor.
5 . O que é a marca identitária do discípulo?
R. A marca identitária do discípulo é guar­
dar o mandamento do Mestre, isto é, amar.
VERIFIQUE SEU
APR EN D IZAD O
I . A quem Jesus comparou a videira, o lavrador
e os ramos?
R. Jesus comparou-se à videira, o Pai ao
lavrador e nós, seus discípulos, aos ramos.
► Que um discípulo não era simplesmente um
aluno ou aprendiz, mas, de certa forma um
partidário, daí o porquê de o Senhor ter dito
que o “discípulo não é superior a seu mestre,
mas todo o que for perfeito será como o seu
mestre” (Lc 6.40). Em outras palavras, o aluno
aprende para ser o que quiser, enquanto o
discípulo, o seguidor, deve tornar-se tal como
o seu mestre.

 

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