Lição 7- A Necessidade do Novo Nascimento

Classe: Adultos

Revista: Do professor – CPAD

Data da aula: 13 Agosto de 2017

Trimestre: 3° de 2017 – Reverberação: Subsídios EBD

Texto Áureo

“Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.” (Jo 3.7)

Verdade Prática

Cremos na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo.

LEITURA DIÁRIA

•Segunda – Jo 3.3-8: O novo nascimento é nascer do Espírito

•Terça – 2 Co 5.17: A fé salvífica faz do pecador uma nova criatura em Cristo Jesus

•Quarta- At 10.43: O perdão dos pecados está disponível a todos

•Quinta – Tt 3.5: O novo nascimento significa regeneração

•Sexta – 2Co 5.18,19: Fomos reconciliados com Deus pela morte de Jesus

•Sábado – Jo 1.12: Fomos adotados como filhos de Deus pela fé em Jesus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 3.1-12

1 E HAVIA entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.

2 Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.

3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?

5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.

7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

9 Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?

10 Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?

11 Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.

12 Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?

HINOS SUGERIDOS: 5, 266, 440 da Harpa Cristã

 

 

OBJETIVO GERAL

Compreender a necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.

(I)            Apresentar Nicodemos como um líder religioso bem-intencionado;

(II)          Compreender o que é o novo nascimento;

(III)         Explicar por que é necessário nascer de novo.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito do novo nascimento (Jo 33). Procure, no decorrer da lição, enfatizar o fato de que o novo nascimento é uma das principais doutrinas da fé cristã e que ninguém pode fazer parte do Reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.3). Mediante a fé em Jesus experimentamos uma profunda transformação de vida. Essa mudança radical não é apenas exterior, mas interior. Contudo, temos visto que atualmente muitos, como Nicodemos, não conseguem compreendera necessidade e a importância do nascer novamente. O Senhor Jesus mostrou a Nicodemos, e a nós, que religião alguma tem condição de transformar o homem. Somente Ele pode nos conceder uma nova natureza mediante a fé.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O tema da presente lição é de suma importância porque muitas pessoas estão equivocadas nas coisas concernentes à salvação, assim como Nicodemos também estava. As boas ações, um padrão de vida exemplar e até mesmo a prática de uma religiosidade sincera não conduzem ninguém à vida eterna. O diálogo de Jesus com Nicodemos, um líder religioso honesto e sincero, revela a necessidade do novo nascimento para entrar no Reino dos Céus.

PONTO CENTRAL

Cremos na necessidade do novo nascimento.

I – UM LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO

1. Quem era Nicodemos?

Muito pouco se sabe a respeito dele. Seu nome é grego e significa “vencedor do povo”. Era fariseu, um príncipe do povo (Jo 3.1) e membro do sinédrio (Jo 7.50). Nicodemos viu em Jesus algo que não existe em nenhum dos seres humanos, mas ainda assim parece que não queria serviste pelo povo conversando com o Mestre. Talvez isso justifique o fato de ter ido à noite se encontrar com o Senhor (v.2). Nicodemos nunca mais foi o mesmo depois desse encontro com Jesus (Jo 7.51; 19.39). Esse diálogo impressiona as pessoas ainda hoje, pois nele está o que consideramos ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16).

2. Os fariseus.

Representavam o povo e, apesar de serem minoria na sociedade pré-cristã, exerciam forte influência na comunidade judaica. Eram membros do sinédrio e tornaram-se inimigos implacáveis de Jesus. Esse grupo formava uma seita (At 15.5). O apóstolo Paulo declara que o grupo dos fariseus, ao qual Nicodemos pertencia antes de sua conversão, era a mais severa seita do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Os Evangelhos estão repletos de provas do comportamento negativo dos fariseus e de suas hipocrisias. Tanto que a palavra “fariseu” tornou-se sinônimo de hipócrita e fingido, até os dias de hoje. Felizmente, Nicodemos era diferente deles (Jo 7.50,51).

3. Os sinais efetuados por Jesus.

Pouco tempo depois das bodas de Cana da Galileia, Jesus retornou à Judeia, subindo a Jerusalém (Jo 2.13). Era a sua primeira aparição pública na capital quando Nicodemos lhe procurou. Nessa ocasião, Jesus operou muitos milagres e, “estando ele em Jerusalém pela Páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome” (Jo 2.23). Esses milagres atraíram Nicodemos. Talvez ele tenha se referido a esses feitos milagrosos quando se dirigiu a Jesus, pois disse que “ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (v.2).

Fonte: Subsídios EBD

SÍNTESE DO TÓPICO l

Nicodemos era um líder religioso bem-intencionado.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, explique aos alunos que Nicodemos era um fariseu e membro do Sinédrio. Para mostrar as principais características desse grupo religioso, reproduza o quadro abaixo.

Fariseus

Era um dos principais grupos de liderança religiosa em Israel no período de Jesus. Os fariseus eram mais interessados na religião, ao passo que os saduceus se interessavam mais pela política.

CARACTERÍSTICAS POSITIVAS

– Estavam interessados em obedecer à lei de Deus.

– Eram admirados por sua piedade.

– Acreditavam em uma ressurreição física e na vida eterna.

– Acreditavam em anjos e demônios.

CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS

– Comportavam-se como se suas próprias regras religiosas fossem tão importantes quanto à lei de Deus.

– Sua piedade frequentemente era hipócrita e eles admoestavam os outros para que vivessem segundo os padrões que eles mesmos não conseguiam cumprir.

– Estavam mais preocupados em parecer ser bons que em obedecer a Deus.

 

 

II – O NOVO NASCIMENTO

1. É necessário nascer de novo (v.7).

Talvez Nicodemos esperasse uma resposta elogiosa como retribuição das boas e sinceras palavras ditas a Jesus. Mas ele se surpreendeu com a declaração do Mestre: “aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (v.3).

O que essas palavras significam?

Nascer de novo é nascer da água e do Espírito (v.5), e isso significa regeneração. É o início de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co 5.17) criada em Cristo Jesus (Ef 2.10). Trata-se de uma experiência profunda com Jesus, e não de mera mudança de religião.

2. Regeneração.

O termo significa literalmente “gerar novamente” e só aparece duas vezes no Novo Testamento: a primeira no sentido escatológico (Mt 19.28), ao se referir à restauração de todas as coisas; e a outra como sinônimo de novo nascimento, cujo sentido é de salvação em Cristo (Tt 3.5). Isso significa ser gerado da semente incorruptível (1 Pe 1.23).

Os reencarnacionistas costumam usar essa passagem para fundamentar a doutrina da reencarnação. Mas essa não é a questão aqui. Jesus deixou claro ao príncipe dos judeus: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (v.6). Jesus não está falando em renascimento nem em reencarnação; essas coisas nunca fizeram parte da tradição judaica.

3. A perplexidade de Nicodemos.

Muita gente pensa que Deus está preocupado com religião. Mas essas pessoas estão enganadas, pois a vontade de Deus é a comunhão com as suas criaturas inteligentes. O problema é que existe uma barreira que se chama pecado (Is 59.2).

Foi de Deus a iniciativa de comunicação com Adão logo após a Queda (Gn 3.8-10). Quando Deus mandou Moisés levantar o tabernáculo, manifestou o desejo de habitar no meio do seu povo (Êx 25.8). Por fim, Deus assumiu a forma humana,” e o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14). O novo nascimento é a restauração da comunhão com Deus, e não significa seguir um conjunto de regras religiosas ou éticas. Isso estava muito longe da forma de pensar de Nicodemos e de muitos religiosos ainda hoje.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Jesus afirmou a necessidade do novo nascimento.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

O novo nascimento no Evangelho de João

Encontramos a única menção explícita ao novo nascimento na conversa de Jesus com Nicodemos (3.1-21). Jesus fala a Nicodemos: ‘Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’ (v. 3). A réplica de Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?’ (v, 4), indica que ele entendeu o comentário de Jesus na esfera humana, física.

A interpretação errônea de Nicodemos fornece a Jesus a oportunidade de esclarecer o que queria dizer. Ele fala da necessidade de um novo nascimento espiritual, não de um segundo nascimento físico (vv, 6-8). A interpretação errônea e o esclarecimento resultante dela são refletidos em um jogo de palavras no versículo 3 (repetidas no v, 7).

A palavra grega aõthen, traduzida por ‘novo’, na NVI, pode querer dizer ‘de novo’ ou de cima’. Contudo, o fato de Nicodemos entendê-la com o sentido de ‘de novo’ leva-o a concluir que Jesus fala de um segundo nascimento físico, mas a resposta de Jesus, registrada nos versículos 6-8, mostra que Ele se refere à necessidade de um nascimento espiritual, um nascimento ‘de cima’. Esse novo nascimento não é resultado de nenhum ato humano (v, 6), é obra do Espírito Santo (v. 8). É necessária a atividade sobrenatural do Espírito de Deus para realizar esse novo nascimento espiritual no indivíduo. Ele não consiste apenas em percepção ou compreensão mais excelente, mas na completa transformação do indivíduo ( 2 Co 5.17) (ZUCK, Roy B, Teologia do Novo Testamento, 1.ed, Rio de Janeiro, CPAD, 2008, pp, 245-6).

CONHEÇA MAIS

Conversão

[Do hb. sub, voltar atrás; do gr. metanoeo, voltar; e, do lat. conversionem, transformação] Mudança que Deus opera na vida do que aceita Cristo como o seu Salvador pessoal, modificando-lhe radicalmente a maneira de ser, pensar e agir.

A conversão é o lado objetivo e externo do novo nascimento. Por intermédio dela, o pecador arrependido mostra ao mundo a obra que Cristo operou em seu interior: a regeneração. Em suma: o novo nascimento tem dois lados: um subjetivo e outro objetivo. Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.115.

III – UMA NECESSIDADE

1. O estado humano.

A Bíblia ensina, e a experiência humana confirma, que todos os seres humanos estão mortos “em ofensas e pecados” (Ef 2.1). O ensino paulino sobre a universalidade do pecado veio diretamente do Senhor Jesus (Cl 1.11,12), e sua base está em muitas passagens do Antigo Testamento (Rm 3.10-12; SI 51.5; 58.3). Nicodemos, como “mestre em Israel” (v.10), deveria estar inteirado sobre o assunto. Além disso, Jesus usou a linguagem bíblica ao lhe comunicar a necessidade do novo nascimento (Ez 11.19; 18.31; 36.26). Trata-se de uma necessidade imperiosa porque todas as pessoas estão mortas e precisam reviver, receber vida espiritual (vv.6,7). Precisamos de uma experiência nova com Cristo.

2. Saulo de Tarso.

Ninguém no mundo nasce cristão; todos os seres humanos nascem pecadores (Rm 3.23; 5.12). A salvação é individual e pessoal. Por isso, até mesmo aquele que nasceu num lar cristão, apesar do privilégio de ter sido criado num ambiente cristão e de ter recebido uma valiosa herança espiritual dos pais, precisa receber a Jesus como Salvador pessoal para se tornar filho de Deus (Jo 1.12). Ninguém é salvo simplesmente por pertencer a uma religião ou seguir a tradição de seus antepassados. Saulo de Tarso é um bom exemplo, pois ele mesmo declara ser extremamente religioso; e não um religioso qualquer, mas um praticante inveterado do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Depois de sua experiência com Jesus, ele se considerou o principal entre os pecadores (1Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de Deus igualando-se aos demais pecadores: “insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros” (Tt 3.3).

3. O centurião Cornélio.

Não existe salvação sem Jesus (Jo IA.6). Nicodemos e Paulo eram israelitas e professavam a religião dos seus antepassados, Abraão, Isaque, Jacó, Samuel, Davi e outros patriarcas, reis e profetas do Antigo Testamento. Mas Cornélio era romano e, mesmo assim, talvez por influência da religião judaica, era “piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (At 10.2). Observe que essas atitudes de Cornélio tinham a aprovação divina (At 10.4). Mas ninguém é salvo pelas obras (Gl 2.16). Por isso o apóstolo Pedro foi enviado para falar a Cornélio sobre a salvação em Cristo.

A descrição bíblica da conduta de Cornélio se repete ao longo da história humana nas mais diversas culturas e civilizações. A conversão envolve fé, arrependimento e regeneração. A salvação é um dom de Deus mediante a fé em Jesus (Ef 2.8,9).

SÍNTESE DO TÓPICO III

O novo nascimento é uma necessidade para toda criatura.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, copie o esquema abaixo no quadro. Utilize-o para explicar aos alunos o fato de que Paulo era um homem extremamente religioso, conhecedor da Lei, porém sedento espiritualmente. A religiosidade não implica em relacionamento com Deus. Todavia, Paulo teve um encontro com Cristo, confessou seus pecados, entregou-se inteiramente a Jesus e passou a ter uma nova vida, que implica num relacionamento íntimo e pessoal com Jesus. Mais tarde Paulo aprendeu o que é padecer pelo Senhor. Por intermédio desse “vaso escolhido” a igreja tornou-se basicamente gentia.

RESUMO DA IVDA DE PAULO

Nascido em Tarso — Capital da Cilicia (At 22.3)

Fariseu —(At 23.6)

Cidadão romano — (At 22.25-28)

Fazedor de tendas — (At 18.3)

Aluno de Gamaliel — (At 22.3)

Guardava a Lei — (At 26.5)

Um encontro com Jesus mudou sua vida — (At 9)

Foi batizado — (At 9.18)

Suas últimas palavras — (2 Tm 4.6-8)

CONCLUSÃO

Há ainda hoje muitas pessoas religiosas e sinceras como Cornélio e pessoas bem-intencionadas como Nicodemos, mas elas precisam nascer de novo, da água e do Espírito para herdarem o Reino de Deus. É nossa tarefa como cristãos e comunicadores do evangelho falar sobre a necessidade do novo nascimento não somente ao pecador contumaz, mas também aos muitos “Nicodemos” e “Cornélios” que estão à nossa volta.

PARA REFLETIR

A respeito da necessidade do novo nascimento, responda:

• Por que o diálogo de Nicodemos com Jesus ainda impressiona as pessoas até hoje?

Esse diálogo impressiona as pessoas ainda hoje, pois nele está o que consideramos ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16).

• O que atraiu Nicodemos a Jesus?

Os milagres que Jesus havia realizado.

• O que significa nascer de novo, da água e do Espírito?

Nascer de novo é nascer da água e do Espírito, e isso significa regeneração. É o início de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co 5.17) criada em Cristo Jesus (Ef 2.10). Trata-se de uma experiência profunda com Jesus, e não de mera mudança de religião.

• Qual a vontade de Deus em relação às suas criaturas?

Que creiam em Jesus Cristo para perdão dos pecados e experimentem o novo nascimento.

• Como o apóstolo Paulo passou a se ver depois de sua experiência com Cristo?

Depois de sua experiência com Jesus, ele se considerou o principal entre os pecadores (1 Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de Deus igualando-se aos demais pecadores (Tt 3.3).

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