Lição 2 – O Fracasso de Israel em Representa o Reino de Deus

TEXTO BÍBLICO BASE

► Romanos 2.17-24

17 – Eis que tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;

18 – e sabes a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;

19 – e confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas,

20 – instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei;

21 – tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?

22 – Tu, que dizes que não se deve adulterar, adúlteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio?

23 – Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?

24 – Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós.

ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR

INTERAGINDO COM O ALUNO

A presente lição tem como propósito mostrar que Deus não privilegia povo algum, mas que escolhera uma pessoa e, a partir desta, formou uma nação cujo dever era representá-lo. Infelizmente, como se verificará, o Criador fora ostensiva e deliberadamente rejeitado por parte desse povo, não restando ao Senhor outra alternativa, a não ser permitir que tais pessoas sofressem os reveses comuns a quem vira as costas para o Deus eterno. Apesar disso, é oportuno destacar que o Pai misericordioso não os rejeitara perpetuamente, antes, inúmeras vezes procurou convertê-los, insistindo a que voltassem atrás. Na consumação de todas as coisas, a Bíblia é clara em dizer que Israel será restaurado.

Para melhor orientar os alunos e também auxiliá-los no processo de refletir, faça algumas perguntas: “Por que Deus resolveu destruir o mundo que Ele mesmo criara? Com qual propósito o Criador espalhara os construtores da torre de Babel? Abrão, o homem que Deus chamara para, a partir dele, formar uma grande nação, era um homem perfeito?”. Aguarde as respostas e então os convide a, juntamente com você, crescer um pouco mais no conhecimento da “pré-história” de Israel.

OBJETIVOS

Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos:

Explicar o porquê do dilúvio e de Deus ter espalhado os construtores da torre de Babel, bem como a razão de ter chamado Abrão;

Refletir acerca da escolha divina por Jacó, da proteção de Deus no caso das parteiras, durante os 430 anos de permanência no Egito e também nas quatro décadas de peregrinação pelo deserto;

Dissertar panoramicamente acerca do longo tempo do governo de Israel sob os juízes (cerca de 300 a 400 anos), durante os reinos unido e dividido (cerca de 200 anos) e, finalmente, no cativeiro (cerca de 70 anos).

PROPOSTA PEDAGÓGICA

A respeito do relacionamento com Israel, existem duas posições extremas que acabam sendo comuns nos dias atuais. As pessoas acham que devem se “judaizar”, ou seja, adaptar os utensílios e costumes judaicos à nossa vida, ou então partem para o outro polo, igualmente danoso, tornando-se antissemitas, isto é, inimigas do povo escolhido.

Com vistas a evitar tais posturas, é de alvitre que o professor saiba conduzir o assunto da presente lição com o devido cuidado. E qual a melhor forma para fazer isso?

Utilizando a Bíblia Sagrada. Estude os capítulos 9 a 11 da epístola de Paulo aos Romanos e proponha à classe o mesmo. Vocês certamente terão maturidade para falar a respeito do tema sem cair em um ou outro dos extremos aqui referidos. Se desejar, no início da aula proponha a seguinte questão: Em um extremo da lousa escreva “judaizantes” e, na outra, “antissemitas”. Em seguida, pergunte à classe qual das duas posições deve ser assumida pelos seguidores do Evangelho de Cristo.

Na sequência, se ninguém sugerir, diga que nenhuma das duas, mas que devemos ter uma atitude de respeito por esse povo, pois foi o canal de Deus, através do qual recebemos, inclusive, o Salvador.

INTRODUÇÃO

Mesmo tendo visto a humanidade virar-lhe as costas em franca rebelião, o Criador não desistiu de nós. Isso, a despeito de o Senhor reconhecer que “a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice” (Gn 8.21).

Na realidade, o que a Palavra de Deus relata, em toda a sua extensão, desde o Antigo até o Novo Testamento, é a incessante misericórdia divina procurando resgatar a humanidade caída (Jr 32.30-44; Jo 3.16). Nessa segunda lição veremos o desenrolar do plano divino, sobretudo no período bíblico, e como Deus, mesmo diante da rebelião humana, não desiste de propiciar meios de resgatar-nos.

  1. DEUS CHAMA ABRAÃO

1.1-0 Dilúvio.

Séculos depois de a humanidade representada pelo primeiro casal ter pecado e caído (Gn 3.1-24), a Bíblia informa que a rebeldia e a afronta contra Deus atingiram proporções inimagináveis (Gn 6.1- 5,11,12). Tão crescentes foram as manifestações de rebelião, que o Criador “arrependeu-se” de ter criado a humanidade e resolveu julgá-la de forma drástica (Gn 6.6).

Em outras palavras, Ele decidiu destruir a humanidade do mundo antigo (Gn 6.7). Mesmo assim, conforme já foi dito na introdução, o Criador não desistiu da raça humana, pois, a despeito de todo o pecado do mundo de então, Ele encontrou em Noé, alguém que o temia, isto é, respeitava, sendo uma pessoa justa e reta que procurava ter intimidade com o Criador (Gn 6.8-10).

Ainda que Deus tenha determinado o seu juízo sobre o mundo, Ele usou Noé não apenas para construir a arca que protegeria a este e sua família (Gn 6.13-22), mas também o levou a pregar e anunciar tal juízo à humanidade, oferecendo a todos a chance de se arrepender, salvando- se da catástrofe iminente (1 Pe 3.20; 2 Pe 2.5). Como se sabe, apenas Noé, sua esposa, seus três filhos — Sem, Cam e Jafé — e suas noras sobreviveram e assim a terra foi repovoada, dando continuidade à raça humana (Gn 7.1 -9.19).

1.2 – A Torre de Babei.

Não é possível saber quantos séculos se passaram para que a terra fosse repovoada, o fato é que a humanidade desenvolveu apenas uma língua e a comunicação se fazia sem limites (Gn 11.1). Isso, porém, longe de criar um mundo melhor, fez com que a humanidade intentasse “recriar o paraíso” através da ostentação (Gn 11.2-6). O próprio Criador percebeu que a maldade que havia no coração da humanidade não levaria aquele projeto de construção de uma torre a bom termo. Sua construção serviria para distanciar a humanidade ainda mais de si e do Senhor Deus, por isso, o Criador, novamente por amor e compaixão, fez com que surgisse a diversidade de línguas, levando-os a espalharem-se por toda aterra (Gn 11.7-9).

► 1.3 – A chamada de Abraão.

O texto bíblico informa que da família do filho primogênito de Noé, Sem, nasceu Abrão (Gn 11.10-31). Habitante de Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia, Abrão, saiu com destino a Canaã e, sem conhecer a Deus, foi chamado peio Criador para peregrinar, por fé, definitivamente a uma terra desconhecida que, posteriormente prometeu o Senhor, seria dada aos descendentes do patriarca (Gn 12.1; 15.18).

Na verdade, a primeira grande promessa que o Criador fez a Abrão foi justamente a de fazer dele uma grande nação (Gn 12.2). Embora pouco se reflita acerca de o porquê de Deus ter feito essa promessa ao patriarca, é importante observar que ela tinha o propósito de que, a partir da família de Abrão, se formasse uma nação que seria fonte de bênção para o mundo todo e não apenas para si mesma. O texto diz que Abrão seria “uma bênção” para que, nele, isto é, em sua atitude de crer, fossem “benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.2,3).

Talvez pelo fato de o próprio Abrão, que significa “pai exaltado”, não ter entendido, é que Deus mudou o seu nome para Abraão que pode ser traduzido para “pai de uma multidão” (Gn 17.5). Apesar de o foco de nossa reflexão não ser o milagre de o casal ter tido um filho em sua velhice, é digno de menção que o cumprimento da promessa de fazer de Abraão uma grande nação, só pôde tornar-se uma realidade porque o Senhor permitiu que Sara, idosa e estéril, concebesse Isaque, o filho da promessa (Gn 16.1; 21.1-13).

AUXÍLIO DIDÁTICO 1

Apesar de haver necessidade de falar a respeito do dilúvio e também da infortunada torre de Babel, o ponto alto a ser destacado nesse ponto é a chamada de Abrão. A partir dessa chamada, vemos a revelação do propósito de Deus não apenas para o patriarca e para o povo que dele descenderia, mas sim para toda a humanidade. “Avançado em idade, a capacidade reprodutiva de Abraão e Sara era ‘tão boa quanto morta’ (veja Gn 18).

Mas Abraão estava ‘certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer’ (Rm 4.21), e ‘[Abraão] em esperança, creu’ (v. 8), ‘dando glória a Deus’ (v.20). Abraão era diferente do pecador descrito em Romanos 1.21, que se recusou a responder a Deus como Deus e a lhe dar glória” (JOHNSON, Van. “Romanos” In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.839).

Na realidade, informa o mesmo autor, foi “justamente por causa da confiança de Abraão no ponto da impossibilidade humana que Paulo usa essa situação para atacar o entendimento da justiça vigente no judaísmo.

Não foi pela fidelidade ou obras de Abraão que ele obteve o crédito da justiça. Antes, foi sua confiança em Deus somente — sua confiança num Deus que faria o que só Ele poderia fazer. Foi precisamente porque era humanamente impossível Abraão ter um filho que sua decisão retrata a natureza da fé. A fé bíblica é a confiança na capacidade de Deus fazer o que não podemos. Levando em conta Romanos 3.21 a 4.25, é nossa fé em sua capacidade de fazer o que só Ele pode — nos tornar justos” (Ibid.).

  1. A FORMAÇÃO DO POVO SANTO E DO REINO SACERDOTAL

2.1 – Jacó e Esaú.

É interessante e curioso notar que Isaque era filho de uma mulher estéril e, ao casar-se, o fez sem saber, com Rebeca, que também era estéril. Após vinte anos de oração ela concebeu e teve dois filhos: Esaú e Jacó (Gn 25.19-28).

Cercados por conflitos familiares que se iniciaram ainda na gestação, Esaú tornou-se mais apegado com Isaque, e Jacó, por sua vez, com Rebeca (Gn 25.22,28,29- 34). Após uma conturbada convivência, os dois irmãos separaram-se, reconciliando-se depois de duas décadas (Gn 31.41 cf. 32.2—33.17). Foi durante o trajeto desse encontro que Deus mudou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.22-32), nome este que designou primeiramente o povo escolhido e que, até os dias de hoje, designa também o país. Assim, a formação das doze tribos de Israel vem dos filhos de Jacó, entre os quais temos José que, após ser vendido por seus irmãos, de escravo tornou-se governador no Egito (Gn 37.1-36; 39.1—41.57). Dessa forma o povo de Israel formou-se no Egito.

► 2.2 – De escravos a um grande povo.

Apesar pesar de Deus não ter revelado a forma como introduziria os descendentes de Abraão no Egito, Ele revelou que ali os familiares do patriarca seriam afligidos tendo de servir a um povo diferente (Gn 15.13).

Após o período áureo do povo escolhido no país, “levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós” (Êx 1.8,9). Com essa observação, o faraó intentava promover um genocídio eliminando todos os bebês israelitas (chamados de hebreus) do sexo masculino (Êx 1.15,16), ao mesmo tempo em que oprimia os descendentes de Abraão (Êx 1.11-14).

O pequeno clã tornara-se numeroso, e mesmo subjugados a condição de escravos, multiplicaram-se tanto que o Egito não pode mais segurá-los. Tal, porém, não ocorreu de forma tão rápida como se pode pensar. Desde a ordem do faraó para que se eliminassem os meninos hebreus, até a libertação do povo de Israel, passaram-se oito décadas! Os hebreus tornaram-se um grande povo e, sob a liderança de Moisés, após o terrível juízo das dez pragas (Êx 3.1—12.51), deixaram o Egito em direção à terra que Deus prometera a Abraão (Gn 12.6,7; 13.14-17; 15.18-21; Êx 2.23-25; 3.6-9,15-17).

2.3 – De uma tribo nômade a uma grande nação.

Chamado para ser um reino sacerdotal (Êx 19.6), isto é, mediador da relação entre Deus e a humanidade, Israel recebera responsabilidades inerentes aos seus privilégios (Dt 4.32-40; 7.6-11). Todavia, desde a saída do Egito (Êx 14.10-12), tudo indicava que o povo teria muita dificuldade em cumprir o seu mandato. Mesmo assim, visando formá-los, Deus promulgou leis e estatutos para educar e garantir que o processo de libertação iniciado no Egito fosse completo (Êx 20.2; Dt 4.1-49; 6.1-25).

Esse “estágio” de quarenta anos de peregrinação no deserto era uma forma de Deus moldar o caráter do seu povo, punindo os ingratos e sempre oferecendo uma nova oportunidade, pois Ele sabia o que aquela imensa tribo nômade que caminhava no deserto se tornaria futuramente, ou seja, uma grande nação que deveria representar o que significava ser governado pelo Criador (Nm 14.33; Dt 2.7; 8.2,4; 29.5).

► AUXÍLIO DIDÁTICO 2

O segundo tópico aborda ainda a formação inicial de Israel que, vista sem nenhuma paixão, pode ser considerada um milagre. Como ensina Eugene Merril, o “êxodo é o evento teológico e histórico mais expressivo do Antigo Testamento, porque mostra a magnificente ação de Deus em favor de seu povo, uma ação que os conduziu da escravidão à liberdade, da fragmentação à unidade, de um povo com uma promessa — os hebreus — à uma nação estabelecida — Israel.

No livro de Gênesis encontram-se a introdução e o propósito, seguindo-se então todas as revelações subsequentes do Antigo Testamento. Um registro que é ao mesmo tempo um comentário inspirado e uma exposição detalhada. Em última análise, o êxodo serve como um tipo do êxodo promovido por Jesus Cristo, de forma que ele se torna um evento significativo tanto para a Igreja quanto para Israel” (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento. O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.49-50).

  1. O FRACASSO DE ISRAEL EM REPRESENTAR O QUE SIGNIFICAVA SER GOVERNADO POR DEUS

► 3.1 – O período dos juízes.

Após a morte de Moisés, seu principal auxiliar, Josué, tornou- se seu sucessor e introduziu o povo de Israel na terra que Deus prometera a Abraão (Dt 31.1-29; 34.1-12; Js 1.1-18).

Josué inaugura o período dos chamados juízes, uma época de duração incerta (cerca de 300 ou 400 anos), onde Deus levantava pessoas que tinham o papel de orientar o povo acerca de qual caminho tomar (Js 24.26-33; Jz 2.16-23).

Lamentavelmente, após a morte de Josué, levantou-se uma nova geração do povo que fora chamado para ser santo, ou seja, separado exclusivamente para Deus, figurando como modelo para os outros povos. Tal geração, informa-nos o livro de Juízes, “não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera em Israel” (Jz 2.10).

Conforme se pode verificar no livro de Juízes (sobretudo na abertura de cada capítulo), o povo seguiu cambaleante e, em vez de aceitar o método de governo escolhido por Deus, preferiu tornar-se como as outras nações, pois como sugere o último versículo do referido livro, “Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25). Para o povo escolhido, a solução estava em se ter um rei.

Nesse contexto nasceu Samuel que, praticamente, exerceu os ofícios de juiz, profeta e sacerdote em Israel (1 Sm 3.19; 7.5-17; 12.1-25). Ele foi responsável por fazer a transição entre o período dos juizes e a monarquia. Quando o povo de Deus decidiu que não mais queria essa forma de governo, antes, como todas as nações, exigiram um rei, o Criador disse a Samuel: “Ouve a voz do povo em tudo quando te disser, pois não tem te rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele” (1 Sm 8.7 cf. 10.17-19).

Em sua misericórdia, o Criador ainda advertiu os filhos de Israel através de Samuel, oferecendo um prognóstico do que seria a realidade do povo durante a monarquia (1 Sm 8.9-22). Entretanto, mesmo assim, os descendentes de Abraão que deveriam ser diferentes e demonstrar o que significava ser governado diretamente por Deus, preferiram ser como as demais nações.

►3.2 – Os períodos dos reinos unido e dividido.

Com Saul tem início o período da monarquia em Israel (1 Sm 10.1-27). Este então foi sucedido por Davi que, por sua vez, foi sucedido por seu filho Salomão (1 Sm 16.1- 13; 2 Sm 2.1-32; 1 Rs 2.1-46).

Esses três reis formam o período do chamado reino unido e teve a duração de 120 anos, sendo quarenta para cada reinado. Depois de Salomão, Israel dividiu-se em dois reinos, o do Sul (chamado de Judá) com duas tribos, e o do Norte (chamado de Israel) com as outras dez tribos.

► 3.3 – Israel perde a soberania e volta a ser escravo.

Por estar dividido, Israel enfraqueceu-se e, em 722 a.C., a Assíria pôs um fim ao reino do Norte. Em 581 a.C., depois de três etapas de cativeiros, foi a vez do reino do Sul ser definitivamente aniquilado pela Babilônia. Assim, além de os descendentes de Abraão nunca terem conseguido ocupar todo o território que Deus prometera ao patriarca, acabaram perdendo completamente a sua soberania, tomando-se novamente vassalos e “escravos” de outros povos. Apesar de Israel ter tido oportunidade de voltar à sua terra, sua soberania só foi estabelecida no século passado quando, em 14 de maio de 1948, foi criado o moderno estado de Israel.

AUXÍLIO DIDÁTICO 3

Este terceiro tópico é importante para sintetizar a trajetória de Israel após a ocupação da Terra Prometida que, panoramicamente, pode ser dividida em três momentos: Periodo dos juízes, monarquia (reino unido e reino dividido) e cativeiro. Ignorando os quatro séculos de história que antecedem o primeiro período, é interessante voltar-se para o “monte Horebe (‘o Monte de Deus’), quando Eterno apresenta-se a Moisés como o ‘Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’ (Êx 3.6).

Após o êxodo, deparamo-nos com o período da conquista e ocupação da Terra Prometida (Js 1—11), o que, em parte, constitui-se no cumprimento da promessa patriarcal (Js 2.23—3.8).

Tal ocupação se dá em suas primeiras quatro décadas sob a liderança de Josué, assistente de Moisés, espia e soldado que é escolhido por Deus para substituir o legislador e tem a dura incumbência de levar a efeito o genocídio cananeu (Gn 12.7-24). Depois que Josué morre, o Senhor levanta juizes, os quais, por um longo periodo legislam e lideram o povo escolhido (Jz 2.7-23). Essa forma de governo, denominada por Flávio Josefo de ‘teocracia’, deveria manter-se em vigência até que se cumprisse o ‘tempo de Deus’ para tal modalidade de liderança e regime político (Dt 17.15; At 13.20)” (CARVALHO, César Moisés et al. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.76).

CONCLUSÃO

Apesar de todos esses tristes acontecimentos, o apóstolo Paulo diz que a queda de Israel significou a glória e a oportunidade de os outros povos participarem do plano divino de salvação. O apóstolo se expressa retoricamente a respeito de Israel, dizendo que “se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição, a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!” (Rm 11.12).

APROFUNDANDO-SE

Conhecida como “teologia da substituição”, existe uma ideia equivocada de que atualmente a Igreja é o Israel de Deus, e que, por isso, pode desfrutar de todas as bênçãos materiais prometidas por Deus ao seu povo no Antigo Testamento. Apesar de a Bíblia, de fato, ensinar algo acerca desse ponto, o erro está em como se interpreta tal questão. Conforme instrui-nos o apóstolo Pedro, a missão da Igreja, como “geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido”, assim como Israel, é anunciar “as virtudes daquele que [nos] chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9), e representar o que significa ser governado por Deus, nada tendo com domínio do mundo.

VOCÊ SABIA

Que a chamada “Torre de Babel” era uma espécie de zigurate, algo parecido com uma pirâmide? E que, à época, era um dos monumentos mais altos do mundo?

VERIFIQUE SEU APRENDIZADO

1 . Abraão foi chamado por Deus para ser uma bênção. Explique.

  1. Apesar de a resposta ser pessoal, ela deve conter o fato de que Abraão não foi chamado para um domínio egoísta de outras pessoas; ao contrário, sua chamada servia como porta de acesso às demais pessoas.
  2. Para quê Deus formou a nação de Israel?
  3. Para ser uma nação que representasse o que significava ser governado pelo Criador perante as demais nações.
  4. De acordo com a lição, qual foi a finalidade da peregrinação de quarenta anos do povo de Israel?
  5. Esse “estágio” de quarenta anos de peregrinação no deserto era uma forma de Deus moldar o caráter do seu povo, punindo os ingratos e sempre oferecendo uma nova oportunidade.
  6. Cite os três principais períodos da história de Israel.
  7. Juizes, reinos unido e dividido e cativeiro.
  8. De acordo com 1 Pedro 2.9, fomos chamados para quê?
  9. Anunciar “as virtudes daquele que [nos] chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

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